Homenageada em Montalegre

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Por iniciativa da Câmara Municipal de Montalegre, capital do Barroso, Distrito de Vila Real da região do Alto Trás-os-Montes, do seu Presidente, Orlando Alves e do Professor António Chaves, decorreu uma singela homenagem a Maria Eugénia da Silva Neto no dia 28 de Fevereiro.

Por iniciativa da Câmara Municipal de Montalegre, capital do Barroso, Distrito de Vila Real da região do Alto Trás-os-Montes, do seu Presidente, Orlando Alves e do Professor António Chaves, decorreu uma singela homenagem a Maria Eugénia da Silva Neto no dia 28 de Fevereiro.
Eugénia Neto, natural de Montalegre e por isso, também barrosã, recebeu a homenagem na presença dos Vereadores da Câmara Municipal, homens e mulheres das letras, amigos, conterrâneos, os representantes da Embaixada da República de Angola em Portugal, Luandino de Carvalho e Santana Guerra, da Academia de Letras de Trás-os-Montes, da Academia Galega da Língua Portuguesa, do representante da Assembleia Municipal de Montalegre, de membros da Fundação Dr. António Agostinho Neto e da filha, Irene Alexandra Neto.
Na ocasião, o Presidente da Câmara Municipal de Montalegre, Trás-os-Montes, ofereceu a medalha de ouro da Vila de Montalegre a Maria Eugénia Neto com os símbolos locais do castelo, os camponeses, o gado barrosão, os vestígios romanos e as serranias ou cordilheiras de montes.
Naquela terra que a viu nascer e na qual permaneceu até aos cinco anos de idade, Maria Eugénia Neto agradeceu o convite e a e hospitalidade barrosã, tendo recordado sentimentos e emoções, da altura em que a sua avó materna e os tios deixaram Montalegre e cada um tomou o seu rumo.
“Ainda hoje tenho na memória quando vieram avaliar a casa dos meus avós para ser comprada. Senti nesse momento o meu coração de menina a bater com mais força. Detestei os homens que ali estavam para esse fim! A partir desse momento, começou o meu desenraizamento. Deixamos as terras frias de fronteira, as aldeias graníticas, as serranias, as milagrosas águas do Rabagão e do Cávado para trás e, em Lisboa permaneci até aos 25 anos, altura em que me casei com o médico António Agostinho Neto e fui para a África. Lá começou a nova etapa da minha vida, onde me vi envolvida na Luta de Libertação de Angola e para a qual também contribuí, modestamente.”
Maria Eugénia Neto disse que após uma vida cheia de vicissitudes, levou os filhos a conhecerem Montalegre. Mas desta vez, teve a felicidade e o grato prazer de ser contactada por homens das belas letras e da Academia que lhe propuseram o desafio de lá voltar. Lá voltar, agora na condição de Sócia Honorária da Academia de Letras de Trás-os-Montes

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