A pertença universal na Arte“Fisty”

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A utilidade da arte enquanto valor reside na expressividade da linguagem que é detentora, e na mecânica inflexiva das identidades herdadas face a complexa contemporaneidade. Percebe-se que a pintura de Fineza Teta (adiante Fisty) seja uma plataforma da divergência e pluralidade tonal, que ela utiliza como veículo da valorização do seu legado. 

A utilidade da arte enquanto valor reside na expressividade da linguagem que é detentora, e na mecânica inflexiva das identidades herdadas face a complexa contemporaneidade. Percebe-se que a pintura de Fineza Teta (adiante Fisty) seja uma plataforma da divergência e pluralidade tonal, que ela utiliza como veículo da valorização do seu legado. Legado de uma personalidade nobre; legado de uma identidade plural no concerto da pertença universal.
Somos locais e, ao mesmo tempo, universais. A pertença universal foi orquestrada pelos valores cristãos, indústrias ocidentais, moral europeia ou americana, etc. Desde as independências da África, redimiu-se em aceitar os valores não-cristãos, indústrias orientais, moral africana, etc. A proposta cromática da Fisty é sincategoremática a morfológica. Essa proposta cristaliza-se na semântica histórica. Tal é o caso de Mwene Katendi, o valoroso rei Kôngo Dom Pedro V Águas Rosadas. A proposta, também, versa-se na dinâmica sociológica: Yakala (rapaz) e Mulher (mukôngo).
A personalidade mulher mukôngo aqui expressa pela vaidade e pela trança reconstrói a nobreza que ela temr no espaço da decisão. A maternidade simboliza a pluralidade existencial que constrói a sociedade e garante o bem-estar (fertilidade) nos lares. Por isso, a mulher nobre ergue o seu olhar e nutre esperança do progresso (ku ntwâla). Com esta imagem, Fisty ilustra que a pertença universal depende da força que apresentam os aparatos locais, e na capacidade de enfrentar os desafios globalizantes. O mesmo se nota com o Yakala – mwana tôko, jovem bonito – cujo olhar exprime a firmeza e serenidade ao mesmo tempo.
Dom Pedro V Águas Rosadas, o famoso marquês Katendi (antes de ser eleito), representa a resistência. Mas também, a abertura ao mundo. Fisty pinta com humor, sem tragédia e com um sorriso menos enganador.
As três pinturas podem, enquanto linguagens, espelhar a trama psicografológica de Fisty. A pluralidade desta pertença pode coincidir com o poliglotismo da pintora, o que lhe oferece a capacidade de visionar a competição e o mérito como duas faces da moeda da contemporaneidade.

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