Africa Fashion week

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Nova Iorque 2012

AFRICA FASHION WEEK

De 12 a 14 de Julho de 2012, a cidade de Nova Iorque acolheu 21 estilistas do continente africano e da diáspora. Nadir Tati, célebre criadora angolana fechou com chave de ouro a semana da moda ao apresentar toda a sua nova coleção.

Mas a moda angolana também se fez presente com Geraldo Fashions e Alex Kangala.

A moda africana mostra as suas linhas. A África 'à la mode' ergue a sua voz. O african new-look triunfa.

À semelhança deste festival produzido por Adirée, os Africa Fashion Week vêm à luz do dia em todo o mundo.

O espetáculo vale a pena. A sala está a abarrotar de afrofashionistas*, esses jovens vestidos à vanguarda da moda sem deixar no vestiário a sua herança africana.

Eles combinam com astúcia as grandes tendências da moda ocidental com detalhes e acessórios africanos.

Para alguns deles, uma certa superioridade identitária tem que se exprimir e coordenar através das roupas, ao se vestirem.

Clientes, jornalistas, celebridades, bloggers e amantes da moda entram na sala, tanto para serem vistos como para verem. Ao lado do cenário, os talentosos e ambiciosos estilistas competem em imaginação para demonstrar o amplo potencial criativo e comercial da moda africana cuja vitalidade vem alcançando alturas inusitadas.

Naquele dia, bem no coração do Financial District, pulmão económico da cidade-mundo, as fundações bicéfalas de um "sistema da moda" internacional e intra-africano continua sendo montado debaixo dos nossos olhos.

O negócio da moda africana apenas está nos seus balbucios. Wall Street ­ à distância de um quarteirão ­ observa de perto.

Entre os estilistas convidados, nota-se a presença luminosa dos estilistas angolanos. A marca Geraldo Fashions foi criada por três irmãs, Beatriz, Laureta e Delfina Geraldo. A sua arte é acessível à grande maioria.

Quanto a Alex Kangala, este criador está destinado a um brilhante futuro, pois as suas propostas masculinas são promissoras. O seu estilo é, por sua vez, elegante, flamejante, e impresso de modernidade num sector onde a inovação é mais difícil, e reina um certo conservadorismo.

A marca Dianthus D'kangala realça a beleza dos homens e numerosas estrelas angolanas já se deixaram conquistar pelas roupas deste ex-modelo.

* termo empregue e definido aquando da conferência realizada no Fashion Institute of Technology, a 11 de Julho de 2012.

Por fim, Nadir Tati, que também exerceu a profissão de modelo antes de se tornar uma estilista realizada em Angola. Ela busca a sua inspiração na história e na cultura do seu povo

E tem atravessado os oceanos para apresentar as suas colecções. As passerelles de Portugal, Espanha, México, África do Sul, Estados Unidos e da Coreia do Sul não têm mais segredos para ela.

Ela rejubila de ver a África tão à moda: "é sempre muito gratificante ver o entusiasmo das pessoas e esse interesse crescente por Angola, o que estamos a ver acontecer agora é muito positivo", afirma. Angola deseja tornar-se um actor credível no mundo da moda internacional e espera desenvolver uma indústria real da moda dentro de alguns anos.

De um modo geral, a origem dos criadores compõe com bastante fidelidade a grande partilha regional do mapa de África e os países que podem contar com um crescimento económico para desenvolver um florescente industria têxtil nos anos do porvir.

É assim que é possível encontrar, sem surpresa alguma, estilistas originários do Gana, da Nigéria, do Egipto, da Etiópia, para não nos alongarmos demasiado.

As Caraíbas tiveram dignos representantes com as participações de Francis Hendy (Trinidad e Tobago) e Sheaffa Delince (Haiti), sem
esquecer os Estados Unidos.

A grande variedade das tradições têxteis e a riqueza estética tradicional dos povos africanos bem como o génio das populações urbanas africanas e da diáspora poderiam transformar a África em primeiro laboratório do mundo e próximos encontros e proezas estilísticas.

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