Caminho das Cores de Pedro Yaba ilumina Museu de História Natural

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Exposição de Arte Moderna

Caminho das Cores é a nova proposta pictórica que o artista angolano Pedro Yaba, nascido em Luanda, expõe ao público, de 26 de Julho a 18 de Agosto, no Museu de História Natural ­ SIEXPO, na capital angolana.

As obras estiveram durante muito tempo expostas nas grandes galerias da Europa. O artista trouxe-as para Luanda, com o objetivo de mostrar aos angolanos as telas cujo rosto mais visível desta é "Divina Fiesta", onde a luz e a mulher aparecem de forma integrada, pintando a realidade da mulher africana.

O artista plástico que é hoje Pedro Yaba nasce aos 5 anos quando começa a ter o gosto pelo desenho compondo coisas que lhe vinham à mente, naquilo que ele chamou de "desenhar no chão" pois, contrariamente aos amigos que jogavam à bola durante a infância, ele ficava agarrado às areias do bairro, reinventando a vida.

As suas obras cruzaram o caminho de Danielle Vassa, artista francesa, com uma carreira de 40 anos e formada em Belas Artes. De renome nas grandes galerias internacionais (2007), descobre em Pedro Yaba o talento pelo desenho e o encaminha para o mundo das artes.

Desse encontro nasceram inúmeras colaborações que culminariam com a exposição no museu de Arte Moderna de Nova Iorque, em 2011, onde viu o seu nome nas principais revistas e jornais culturais dos Estados Unidos da América. "Yaba confunde-se com os mestres, reencarnando-se em complexo e mágico mix de nuances.

Espátulas e pinceladas em golpes magníficos que rechamam os impressionistas e surrealistas europeus que olharam a África como fonte de inspiração. Conserva na tela os traços da tenra idade, amadurecido com o tempo", conforme se lê na apresentação dos 19 quadros expostos no museu.

Apesar de formado em Direito Administrativo e Informática (Brasil), Yaba nunca abandonou o sonho de ser artista plástico. "Os seus quadros inspiram-se na quotidianidade, cubista e surrealista, retoca a mulher na mais profunda forma da sua consciência num caderno de rascunho da vida", frase patente no cartaz publicitário da exposição.

Nas suas obras estão presentes as três características da arte: o desenho, a pintura e a imaginação, onde as cores quentes em geral são as predominantes em particular as cores vermelha, amarela, laranja e azul celeste levando a marca dos trópicos às várias exposições na Europa e Estados Unidos da América.

O autor recorda a sua maior criação na tela com o título "Rainha do Xadrez", de 2008, como a sua mais excelente e pura obra de arte, tendo vendido a mesma a um colecionador americano, segundo explicou. "Esta é a minha primeira exposição na terra pátria e pretendo promover os meus trabalhos de belas artes aqui em Angola. Isso é para mim um motivo de muito orgulho", disse ao Jornal Cultura.

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