Da Xicala à Mutamba: contrastes de Luanda

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O olho atento de Paulino Damião (50) lança, por detrás da câmara fotográfica, uma lágrima sobre os velhos muros de Luanda, em contraste com a tendência renovadora e modernizadora que faz a cidade capital voar alto, até à luminosa indiferença das nuvens.

E aí temos estas imagens, captadas com o amor de um kaluanda habituado a calcorrear as vielas das ruas mais antigas, estreitas, onde só passam persistentes saudosistas da velha Luanda e peões habituados a encurtar caminhos onde noctívagos cidadãos vão despir o seu destino, de um kaluanda que também se deixa encantar pela natureza imponente do veloz betão forrado a alumínio, ou pela imensa avenida 4 de Fevereiro, atapetada de um verde promissor, onde as palmeiras junto ao murmurar da baía deixam no ar uma aura de evasão.



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