Duas estrelas da música africana no FENACULT II: Ismael Lo e Manu Dibango em Luanda

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Um vulto da música africana, Ismael Lo subiu ao palco do Cine Atlântico nodia 15 de Setembro. O músico partilhou o palco com artistas angolanos como ChelsyShantel, B4 e Ary, que, para pobreza do espectáculo, actuaram em playback.

Duas estrelas da música africana no FENACULT II: Ismael Lo e Manu Dibango em Luanda
Ismael Lo Fotografia: Paulino Damião

Aparentemente, outra mácula foi agama de artistas angolanos que atraiu um público jovem virado paras este segmento musical pop.
Sendo aquinta vez em Angola e a quarta a actuar no Atlântico, viu-se sem os seus fãs e sem a comunidade africana residente em Luanda.Mas isto não retirou o brilho do “Bob Dylan africano”, que demonstrou ser um monstro nos palcos: o gigante conquistou novos admiradores, de novas idades e até então presas do segmento musical pop.
Com uma banda super entrosada, sucessos como “Sophia”, “Nafanta” “Baykat” e os recomendáveis “Jamu Africa”,“DibiDibiRex” e o mega- hit “Tajabone” ganharam um coro da plateia.
Ismael Lo nasceu em Dogondoutchi, Níger, em 30 de Agosto de 1956.Filho de pai senegalês e mãe nigeriana. Pouco tempo depois do nascimento de Lo a família voltou para o Senegal onde se estabeleceu na cidade de Rufisque, perto da capital Dakar. Na década de 1970, Lo estudou na Escola de Arte de Dakar. Em 1979, ele se juntou ao grupo Super Diamono, a convite do cantor e compositor Omar Pene, que deixou em 1984 para iniciar uma carreira solo. Lançando cinco álbuns solo que foram muito populares na África Ocidental.
Na banda Super Diamono de Dakar tocava mbalax-blues, uma mistura de ritmos cubanos e senegaleses. Lo, com seu talento na guitarra e composição, rapidamente se estabeleceu como a figura-chave na banda e logo se tornou o segundo vocalista, o cantor e guitarrista de backup, o que lhe proporcionou grande visibilidade.
Em 1984, a pressão aumentou e ele partiu para a Espanha para fazer pintura. Ismael Lo começou a gravar como artista solo após seu retorno. Dos primeiros álbuns incluiXalat, XIFF, Natt, e GorSayina. Não cativa apenas com a sua voz. Toca guitarra e gaita e também é actor.

ManuDibango
O que estava previsto ser um show público na passada sexta-feira(19) no Cine Atlântico, transformou-se num evento restrito para cerca de duas centenas de pessoas na tarde de domingo(21) no Cine Tropical. Sandra Cordeiro abriu a tarde.
ManuDibangoconseguiu uma boa actuação, apesar de não ter sido das mais emotivas deste astro que pisou o solo angolano pela primeira vez em 1982. Talvez por encarar um ambiente bastante formal.
Show do derradeiro. Os presentes ouviram o clássico “Douala Serenate” na abertura, “BigBlow”, “hi-life”, “pata pata”e “weyamouna” foram outros dos temas escolhidos.
ManuDibango percorreu musicalmente o “makossa”, reggae, afro-beat, hi-life, soukouss, ritmos latinos aliados ao seu inseparável saxofone. Com a cumplicidade da sua Soul Makossa Gang, as coristas tiveram tempo para interpretar um tema angolano dedicado a Neto e num kimbundu aceitável cantaram no coro “kilambayetu Neto”, que conquistou imediatamente a simpatia dos presentes.
ManuDibango conquista ao aliar o makossado seu Camarões, afro-beat nigeriano e o Hi-lifeganês  ao Jazz e Funk, com nuances do Reggae, soukouss, rumba congolesa, ritmos latinos que o transformam num dos ícones da música africana e mundial. Ecléctico, é um homem que funde não apenas os ritmos africanos aos do ocidente, mas as respectivas culturas. Esteve presente nos grandes momentos da música africana, no Congo com a rumba congolesa, com o amigo FelaKuti deu um toque ao afrobeat e com a sua Soul Makossa Gang viu passar estrelas africanas como LokuaKanza, Richard Bona, EtienneMbappé, Asa e até mesmo o angolano Lulendo com o seu quissanje electrificado.ManuDibango é compositor-intérprete e tem no saxofone o seu instrumento de eleição.

ANALTINO SANTOS

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