Fenacult no Cunene Um espaço de integração dos artistas

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O Festival Nacional de Cultura, Fenacult, que decorreu em todo o país de 30 de Agosto a 20 de Setembro, foi considerado pelos fazedores das artes da província do Cunene como um verdadeiro símbolo de manifestação e integração da actividade artística exercida nas distintas regiões.

Fenacult  no Cunene  Um espaço de integração dos artistas
Grupos tradicionais exaltaram suas culturas no Fenacult Fotografia: Venâncio Amaral

Durante 20 dias, autores da música, da dança, das artes cénicas, da literatura, e tantos outros, mostraram em vários palcos da província, e não só, aquilo que valem e são capazes de fazer em termos artísticos, com a única finalidade de enaltecer a cultura nacional.
O grupo teatral Olonguissi de Ondjiva, já com alguma notoriedade por ter participado em vários festivais nacionais de teatro, mostrou mais uma vez que as artes cénicas na província dão boas cartas. Para o responsável do grupo, Jeremias Kangombe, a partir do momento em que recebeu o convite para participar no Fenacult, o colectivo preparou-se ao máximo.
O grupo, disse, representou a província no palco nacional do teatro que decorreu em Benguela, seguindo-se o palco provincial, em Ondjiva, e culminado com o encerramento e entrega de estímulos na vila de Xangongo, no município de Ombadja, ao que considerou satisfatório e gratificante a participação na festa nacional de cultura. nacional
Para a jovem cantora Edvalda Chaves, do município do Kuvelai, este tipo de eventos trazem uma oportunidade a muitos artistas de mostrarem as suas potencialidades artísticas. E disse que o festival motivou-a a seguir os seus passos na música, ao mesmo tempo que pediu que o mesmo se realize mais vezes para dar oportunidade a outros criadores.
Numerosos grupos de dança tradicional saíram do anonimato e “assaltaram” os palcos municipais, onde exaltaram a cultura de cada região da província. O director provincial da Cultura, Celestino Vicente, assegurou que grande parte das actividades programadas para o festival foram cumpridas, quer a nível local, quer a nível nacional.
“Participamos em todos os palcos nacionais que foram programados, como na feira das indústrias culturais, no festival do teatro, no comboio cultural, assim como realizamos os palcos provinciais sobre dança e música tradicional e teatro”, referiu o responsável da Cultura.
Salientou ainda que o Fenacult deu oportunidade a muitos jovens com talento a nível da província, com o palco da canção e da dança.
Para Celestino Vicente, o grande ganho foi a exaltação da nossa cultura, a homenagem ao Presidente da República, José Eduardo dos Santos, e ao Fundador da Nação, António Agostinho Neto, assim como foram mostradas as potencialidades culturais da província nos domínios do teatro, da dança, música, do artesanato, enfim. “Mostramos que a cultura está presente em todos os cantos da província”, afirmou.

Domingos Calucipa | Ondjiva

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