França e Alemanha apoiam colecções antropológicas

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O embaixador da França em Angola, Sylvain Itté disse em Luanda no passado dia 1 de Junho, que um fundo Franco-Alemão vai doar mais de 40 mil euros para ajudar proteger e restaurar o património cultural angolano, um projecto em parceria com o ministério da Cultura de Angola.

O embaixador da França em Angola, Sylvain Itté disse em Luanda no passado dia 1 de Junho, que um fundo Franco-Alemão vai doar mais de 40 mil euros para ajudar proteger e restaurar o património cultural angolano, um projecto em parceria com o ministério da Cultura de Angola.
“A parte financeira para ambas as embaixadas é de pouco mais de 40 mil euros”, disse o embaixador francês em Angola que sublinhou igualmente o valor do tempo, especialmente aquele que será despendido pelos peritos envolvidos no projecto.”
Ao lado do embaixador Alemão em Angola, Rainer Muller e da Secretária de Estado da Cultura, Maria de Jesus, o embaixador Sylvain Itté falava em conferência de imprensa, durante a apresentação oficial da iniciativa.
A iniciativa abarca uma série de acções de cooperação para divulgar o património nacional angolano de cultura.
A via é a valorização das colecções do museu nacional de antropologia, recorrendo ao Fundo Cultural Franco-Alemão e empresas como a Air France e Krones Angola. O esforço enquadra-se no Ano Europeu e é coordenado pela Comissão Europeia.
A secretária de Estado da Cultura de Angola Maria de Jesus disse que os objectivos deste projecto são de aperfeiçoar a concepção das exposições, dar maior visibilidade e acessibilidade ao museu, assim como restaurar e preservar a colecção, abrangendo mais de 6000 mil peças com um altíssimo valor histórico do país.
A Alemanha que se junta à iniciativa acredita no valor imaterial do património cultural. “A bíblia diz não só de pão vive o homem e acho que isto tem muita sabedoria”, disse o embaixador Alemão em Angola, Rainer Muller, realçando que ambos os países os reconhecem a importância do património etnológico de Angola.
“Porque para saber quem nós somos temos de saber do nosso passado e da nossa história. E neste sentido, este projecto tem um grande valor”, acrescentou o embaixador alemão.

Acções concretas
Com o envolvimento de peritos alemães do Museu de Berlim, o projecto já arrancou com um Workshop no Museu de Antropologia com o tema: “Mediações nos Museus – Novas Abordagens às Colecções”, com o intuito de que a concepção das exposições dos museus seja aprofundada, sobretudo em termos de pedagogia.
Segundo lista de acções, serão elaboradas fichas pedagógicas para os visitantes com foco especial na juventude.
Paro outro lado, peritos franceses da Organização “Patrimoine Sans Frontières” irão proceder à digitalização de mais de 100 peças das colecções oriundas de todos os grupos etno-linguísticos angolanos.
As equipas do Museu receberão uma formação para que este tipo de acção possa ser desenvolvido internamente no futuro. Também será criado um Website e uma fanpage no Facebook que, além de potencializar a visibilidade do Museu, permitirão consultar uma parte do acervo online.
Além das acções referidas, entre Maio e Outubro de 2018 será organizada uma série de eventos culturais como conferências, debates, mostras e concertos.
Ao fim, pretende-se fortalecer o Museu Nacional de Antropologia como espaço fundamental de transmissão e de valorização do património cultural angolano, ponto de intercâmbio e de diálogo entre alunos, estudantes, historiadores e cientistas, e ponto de referência também para os turistas nacionais e estrangeiros.

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