JAZZ: As Sombras e a Luz – Exposição Fotográfica de Rosa Reis

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Fotografia jazzy: uma arte de circunstância. De 23 de Julho a 10 de Agosto (Segunda a Sexta-Feira) Centro Cultural Português – Luanda

JAZZ: As Sombras e a Luz – Exposição Fotográfica de Rosa Reis

A exposição de Rosa Reis, no âmbito da 28ª edição de "Jazz no calor da Noite" é respeitosamente dedicada ao companheiro de muitas e longas sessões de divulgação do Jazz entre nós: Tirso Amaral (Lubango, 6 de Agosto de 1957 - Luanda, na Maianga, 13 de Junho de 2002).

Será um evento de portas abertas, de entradas livres.

Quando se escrever a história das artes plásticas em Angola, Tirso Amaral será um nome decisivo no capítulo da divulgação e crítica.

Porque, depois de Viteix, foi seguramente o mais persistente e ativo membro de uma geração pioneira que fez uma revelação militante, apaixonada e continuada das artes plásticas.

A galeria Humbihumbi que criou e manteve até à morte com tanto sacrifício e empenhamento, é um eixo central do seu longo currículo.

Entretanto, e sobre Rosa Reis, aqui fica a opinião de Maria do Carmo Serén: "... Em imagens fotográficas, no branco e preto de todas as experiências de limite, o jazz vive na "noite americana", onde o foco de luz do fotógrafo-predador inventa os palcos minuciosamente definidos pela iluminação.

Imagens como estas de Rosa Reis sabem do olhar modernista que cai de cima ou sobe com o som, mas usam, aqui e ali, o expressionismo duro do esforço e da tragédia.

Nesse cenário de intimidade, os momentos suspensos da fotografia edificam quimeras do humano e do instrumento de sopro e ouvimos a toada ausente, o espanto dos sons, organização no espaço de um fluxo domado, sorvido; imagens que não necessitam de legenda...".

Miguel Zénon é um saxofonista de Porto Rico, que vem demonstrando a insuspeitada vitalidade do "Bebop". É sabido que os boppers são desde sempre extraordinários executantes e Zenón não é exceção.

Claro que ele toca de uma forma moderna, um "neo-bop" com sabores do Caribe, alatinados, ameríndios.

No entanto, mais que um produto evoluído do "Bop", Zenón é um produto do Jazz, todo o Jazz, que se fez nos últimos 50 anos.

Miguel Zenón vai apresentar-se em Luanda, nos dias 20 (sexta) e 21 (sábado) de Julho, no Hotel Trópico, Sala Luanda, à frente de um Quarteto de luxo, onde pontua o notável pianista venezuelano Luis Perdomo.

Hans Glawischnig ( contrabaixo) e Henry Cole ( bateria) completam o combo.

Se o Jazz fosse só Miguel Zenón Quartet, já seria um mundo.

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