Luanda Cartoon

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O festival, denominado Luanda Cartoon.

Luanda Cartoon
Lindomar de Sousa Fotografia: Paulino Damião

Por cá, a festa da cultura pop começa no dia 19, no Camões Centro Cultural Português, às 18h30, com o melhor da banda desenhada e do cinema de animação produzido no país, ou por criadores angolanos.Pelo seu cariz internacional, o festival, denominado Luanda Cartoon, que já vai na sua 13ª edição, traz artistas nacionais e estrangeiros, com destaque este ano para o português Osvaldo Medina. Como único na região da África Austral, o Luanda Cartoon deste ano traz, até o dia 26, desafios excepcionais.

JORNAL CULTURA - Quais as inovações e propostas este ano?
LINDOMAR DE SOUSA - Além dos lançamentos de diversos títulos de banda desenhada, como “Regina” e “Arrependimento de Salomão”, queremos aumentar a interacção entre os autores e o público. O programa inclui ainda uma exposição de caricatura, a exibição de filmes de animação, em 2D e 3D, assim como seminários dirigidos a profissionais e amadores e o lançamento da VI edição do projecto “A Banda Desenhada na Língua Portuguesa”.

JORNAL CULTURA - E quanto aos convidados?
LINDOMAR DE SOUSA -Este ano os artistas convidados vêm de Portugal, Osvaldo Moreira, e de França, Eduardo Pinto Barbier, como resultado de várias parcerias criadas durante encontros mantidos pelo Lindomar Estúdios no Festival Amadora Cartoon e no de Beja. Além destes artistas temos trabalhos de cartoonistas do Brasil, os dois Congos, Gabão, Moçambique, Itália e Cuba.

JORNAL CULTURA - Quais os locais escolhidos para o festival?
LINDOMAR DE SOUSA - A festa da banda desenhada angolana acontece na Mediateca de Luanda e no Camões - Centro Cultural Português. São locais que têm tido muita afluência do público. É uma oportunidade de ter a actividade em dois pontos diferentes.

JORNAL CULTURA - Quanto ao mercado de trabalho?
LINDOMAR DE SOUSA - O mercado de trabalho para o criador de banda desenhada ainda é muito fraco. Praticamente nem se faz sentir. Actualmente vemos um ou outro trabalho em alguns jornais, como os títulos das Edições Novembro, que até tem uma página dedicada a este género, e um outro privado. Mas, no geral, os cartoonistas angolanos continuam sem espaço para mostrarem o seu trabalho.

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