Ndaka Yo Wiñi canta “Olukwembo”

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O apresentador do disco, Ismael Mateus, considera que “a palavra de Ndaka cumpre a sua missão social de fazer sentir, fazer viver e fazer renascer.

O apresentador do disco, Ismael Mateus, considera que “a palavra de Ndaka cumpre a sua missão social de fazer sentir, fazer viver e fazer renascer. Toca-nos a todos, mesmo os que não conhecem a língua em que canta. Compreenda-se ou não a sua língua, Ndaka nos faz sentir, viver e renascer porque é linguagem da alma, que é algo que se vive, muito mais do que se diz.
Nos tempos actuais de um certo discurso do regresso e do resgate de valores, a música de Ndaka posiciona-se de modo mais avançado, muito mais evoluído, sem ter a pretensão de ser uma “musicalidade autenticamente nacional”, mas também sem cair no equívoco da aculturação.”
Segundo confidenciou ao colaborador do jornal Cultura (Rúbio Praia), Olukwembo, “é uma música composta pela minha avó e minha mãe em 1954. Eu canto com a minha mãe nesta música. Ela é que faz a abertura.”
Por isso, Ndaka Yo Wini faz todas as suas aparições em público municiado de Olukwembo (cabaça com a função de bebedouro): “Olukwembo é uma herança que me foi dada pela minha avó, isto representa a minha ancestralidade...”
O artista interpreta as suas composições em Umbundu, tendo como matriz o género lundongo (canções de roda do Sul de Angola) fundido com os estilos sungura, afrosoul, kilapanga, jazz, blues, funk, bossanova e reggae.
Este primeiro trabalho discográfico levou 4 anos de execução e contém 11 faixas musicais, gravadas em quatro países, nomeadamente Angola, França, Canadá e Portugal.
Formado em Engenharia de Petróleos, Ndaka é vencedor do prémio Top Rádio Luanda 2016, na categoria de Afro Jazz.
Ndaka Yo Wiñi, que significa “a voz do povo”, é o nome artístico de Adriano Dokas, nascido aos 5 de Janeiro de 1981, no Lobito, província de Benguela. A sua carreira, baseada na conservação das tradições, começou em 2001 e durante os anos que se seguiram participou em vários concertos nacionais e iternacionais.
Participou em várias actividades, com realce para actuações na “Expo Milão” em Itália, no “Marco’s African Restaurant” em Cape Town – África do Sul, “Encontro com a África” no Brasil, entre outros pontos do mundo como Portugal e Estados Unidos da América (EUA).

O jornal Cultura vai dedicar ao artista Ndaka Yo Wini, na sua próxima edição, um trabalho de recensão crítica mais apurado sobre este disco.

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