Nelson Santos regressa com "Mensagem"

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Nelson Santos apresentou ao vivo a versão instrumental de “Rumba Para Maria”, “Pescador”, “Mensagem”, “Allez” e “Cantares de Angola”, com o suporte dos instrumentistas Chico Santos, na percussão, Zito, no baixo , Milagre, Paulino, nas guitarras solo e ritmo,JujuLutoma, Tucho, na dikanza e Mek, na bateria. Osemba ficou patente como estilo predominante reforçado pela Banda Maravilha em estúdio. Carlos Burity juntou-se para fazer um dueto em “Ngongo”.

Nelson Santos apresentou ao vivo a versão instrumental de “Rumba Para Maria”, “Pescador”, “Mensagem”, “Allez” e “Cantares de Angola”, com o suporte dos instrumentistas Chico Santos, na percussão, Zito, no baixo , Milagre, Paulino, nas guitarras solo e ritmo,JujuLutoma, Tucho, na dikanza e Mek, na bateria. Osemba ficou patente como estilo predominante reforçado pela Banda Maravilha em estúdio. Carlos Burity juntou-se para fazer um dueto em “Ngongo”.

Nelson Santos, o cantor angolano que popularizou a música “Cantares da Terra”, em 1997, está de regresso às luzes da ribalta com um novo trabalho discográfico,“Mensagem” apresentado na Academia BAI, em Luanda, numa sala cheia de amantes da boa música angolana e do Semba em particular.
Este novo disco, para além de assinalar o regresso de um músico com história, conta com uma particularidade: três duetos com figuras cimeiras do panorama musical e artístico nacional: Yola Semedo, Matias Damásio e Daniel Nascimento. Os cabo-verdianos Leonel de Almeida e Maria de Barros foram outras vozes escolhidas. Botto Trindade, Carlitos Vieira Dias, PirikaDuia, Texas, Dinho, Carlitos Chiemba, Chico Santos e a Banda Maravilha deixaram as suas impressões nesta obra.
Nelson Santos revela-se deveras satisfeito com este novo trabalho e com a oportunidade que a Nossa Seguros ajudou a concretizar, ao apoiar a edição e produção do CD. “No final de 2015 cessei funções na Sonangol, empresa onde trabalhava, e entrei para a reforma. Como a música sempre fez parte da minha vida, optei por ir atrás de um sonho e de bater a algumas portas amigas na esperança de o ver concretizado um dia. E foi assim que cheguei até aqui. Com o apoio dos instrumentistas que comigo tocaram, dos cantores que aceitaram participar neste disco e da empresa que, no âmbito da sua política de apoio às artes nacionais, decidiu apoiar este meu trabalho. Estou infinitamente grato e satisfeito. E agora, vamos ao trabalho, vamos aos concertos”, disse Nelson Santos no final da apresentação pública do álbum Mensagem.
Resumidamente, e para a geração mais nova, convém recordar que, em 1963, na cidade do Huambo, Nelson Santos começou a tocar os seus primeiros acordes com uma viola rudimentar, feita por ele, tendo anos depois formado um pequeno agrupamento amador.
No período entre 1970/74 integrou o agrupamento musical os “Cadência 7”, como guitarra solo, vocalista e líder musical. A sua musicalidade e versatilidade conquistaram um grande número de fãs em quase todas as províncias do país, tendo-se destacado como um dos melhores e mais representativos grupos da então Nova Lisboa, no período colonial.
Em 1974 iniciou sua actividade como profissional de seguros, suspendendo a actividade musical pouco antes da independência de Angola, altura em que deixou temporariamente a cidade do Huambo.
Entre 1975 e 1978 regressou ao Huambo como delegado da seguradora “Confiança Mundial de Angola”. No mesmo período, e porque a música sempre lhe correu na alma e no coração, integrou o grupo musical da JMPLA “OndakaYoWini”, como guitarrista e vocalista.
Em 1984, com Nuno Lourenço (Manecas), fundou o grupo musical “Nona Cadência”, como guitarrista solo, vocalista e director musical. Participou em várias actividades nacionais e internacionais, com destaque para a sua presença, em 1985, em Moscovo (Rússia) e Lisboa (Portugal), na semana angolana da amizade e nas comemorações do 11 de Novembro, respectivamente.
Em 1988, enquanto estudante universitário, integrou a banda “Welwitschia”, como guitarra ritmo e vocalista, na companhia de Boto Trindade, Mog, Massekoka, Joãozinho Morgado e Rui Furtado. Em 1996 gravaram o primeiro disco intitulado “A Vida”. No final do mesmo ano iniciou sua carreira a solo.
Em 2000, por razões profissionais, suspendeu de novo a sua actividade musical. No entanto, no mesmo ano, por solicitação da Sonangol, coordenou a produção do disco “Cantagolando”, em Portugal.Em 2005 coordenou e produziu também a colectânea discográfica da Sonangol denominada “PetroSemba”.

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