"O Grande Kilapy"

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(ou o que representou o “Joãozinho das garotas”)

Apanhado pelo seu "Kilapy", Joãozinho é preso, mas acaba posteriormente solto, juntamente com os nacionalistas presos políticos, no quadro do 25 de Abril de 1974, com o golpe miliar em Portugal.

Estamos pois perante um documento que retrata de forma simples, "fresca", através de uma figura e factos reais, alguns anos do período colonial, fazendo uma fotografia colorida de alguns factos que merecem ser lembrados, como história e como ensinamento.

O filme, rodado em Lisboa e João Pessoa (cidade do estado brasileiro da Paraíba ­ escolhida em função dos inúmeros edifícios tipo colonial) e, infelizmente não também em Luanda, por dificuldades de apoio logístico e financeiro, tem no respetivo elenco atores renomados, o que lhe confere maior importância, destacando-se os brasileiros Lázaro Ramos, António Pitanga e Maria Ceiça, os angolanos Pedro Hossi e Carlos Paca, os portugueses Sílvia Rizzo, João Lagarto, Patrícia Bull e João Pedro Gomes.

O Filme foi selecionado para participar na secção de "Cinema Mundial Contemporâneo" do FITT ­ Festival Internacional de Filmes de Toronto, a realizar em Setembro próximo, sendo a primeira vez que um filme angolano participa num Festival de Cinema de Classe A.
Honra para Angola, para a nossa cultura, para a difusão dos valores positivos e das capacidades dos nossos intelectuais.

Senhora Ministra, estimado Pedro Ramalhoso, que bela oportunidade para o País mostrar o seu apoio a outras formas de arte e cultura, menos massificadas, é certo, mas muito mais importantes junto de elites internacionais, de fazedores de opinião, de intelectuais, de jornalistas, enfim, junto dos que, com maior autoridade, credibilidade e repercussão, formam e difundem opiniões e sensibilidades sobre Países e realidades.

Porque não aproveitar o Festival de Toronto para levar mais e outros valores culturais angolanos a um público tão vasto como significativo e porque não apoiar financeiramente a ante-estreia do filme em Angola? Sem Kilapys....

Que bela tarde passada com Zézé Gamboa em Lisboa! Afinal, viver "cultura angolana" em Portugal, não é só ouvir música angolana em discotecas "da banda", ou a apreciar a moda e a produção das angolanas nos centros comerciais...

Lisboa, Agosto de 2012

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