O real do ficcional nas telenovelas

Envie este artigo por email

Subir na vida tem um preço em “Windeck”

Mas, para que o público acredite e se convença, é importante que cada ator cumpra fielmente o seu papel, transmitindo a emoção verdadeira no momento certo, sendo ele um vendedor de emoções, como adianta Aloysyo Filho ao afirmar, "certamente que ao ir a um teatro, a um cinema ou ao ligar a televisão, o espectador se transforma, deixa de ser aquele ser humano que poderíamos classificar como normal para se transformar num ávido e intolerante caçador de emoções" (2006, p. 62).

As novelas, assim como os filmes, a sua trama vem carregada de ação dramática com o desenrolar das personagens até ao desenlace da história no último capítulo.

Há os núcleos das personagens que interagem e contracenam no mesmo cenário, uma casa, uma empresa, uma escola, enfim, onde vão viver várias situações.

Dentre elas temos os protagonistas, os bons da fita e seus adjuvantes, que tudo fazem para ajudá-lo a atingir o seu objeto, aos antagonistas que são os maus da fita, e seus oponentes, que impedem os protagonistas de alcançar o que almejam.

Tudo dentro de uma trama forjada e conduzida pelo autor da novela e um grupo de argumentistas. Muita das vezes, as ações dos antagonistas, vulgo "bandidos", são tão marcantes, o que faz muitos espectadores se reverem nelas e adotarem posturas iguais, que vêm a se revelar nefastas.

Ao assistir a uma novela, é importante que se faça um perfeito juízo, porque tal como é a vida, numa obra de ficção não se foge à regra, nela encontramos pessoas boas e más.

“Em "Windeck", muito mais do que aquilo que a música de Cabo Snoop narra, o seu enredo gira à volta do que as pessoas são capazes de fazer para ter sucesso na vida e ganhar dinheiro da forma mais fácil, sem medir as consequências.”

No entanto, não se pode tirar partido das coisas negativas em detrimento do bom exemplo que a novela traz, através da mensagem passada nas entrelinhas das representações de cada personagem, como até aqui se tem feito.

A título de exemplo, a novela brasileira Malhação que teve estreia de exibição em Angola no ano de 2010, pela TPA - Televisão Pública de Angola, que fora retirada do ar por alegações de que estava a influenciar a atitude da juventude em práticas como namoro nas escolas, uso de bebidas alcoólicas e incentivo à violência.

Comentários

Newsletter


Colabore com o Jornal Cultura - Envie-nos os artigos da sua autoria.

Colaboradores Ver todos