Ritual Union

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A trajectória histórica do Homem forneceu principais conteúdos à cultura que reúne: símbolos, normas, valores, mitos e imagens do universo popular e erudito, pois que, ao longo da vida o Homem não permanece igual. Para Peirano (2003) ’’ritual não é algo fossilizado, imutável, definido’’. Estando o Homem inserido numa cultura específica, definida como um jogo de símbolos que constitui a origem do pensamento, incorpora a concepção simbólica, expressa ao nível da linguagem que por meio da palavra,fixa-se como um acontecimento.

A trajectória histórica do Homem forneceu principais conteúdos à cultura que reúne: símbolos, normas, valores, mitos e imagens do universo popular e erudito, pois que, ao longo da vida o Homem não permanece igual. Para Peirano (2003) ’’ritual não é algo fossilizado, imutável, definido’’. Estando o Homem inserido numa cultura específica, definida como um jogo de símbolos que constitui a origem do pensamento, incorpora a concepção simbólica, expressa ao nível da linguagem que por meio da palavra,fixa-se como um acontecimento.
O termo grego mito significa: dizer, falar, contar. O acervo garante ao Homem contemporâneo acesso ao conhecimento de gerações passadas.Desde o início, o mito funciona para expressar e indagar o ser humano sobre o universo e sobre ele próprio.
Os ritos revelam que a actividade criadora descrevedramáticas eclosões do sagrado ou do sobrenatural, manifestados nos diferentes comportamentos constituindo-se assim, paradigmas de actos humanos, sendo os mais significativos osvalores como trabalho, a educação e as expressões artísticas, demonstradas nas relações humanas.
Em Angola, a fase de estruturação dos grupos étnicosque decorre desde o sex. XVI, com a introdução da língua portuguesa, uma influência notada sobretudo nas cidades, regista (ingredientes culturais) oestímulo do processo criativo, aqui representados pelos artistas participantes e pela multidisciplinariedade das técnicas aplicadas, conferindo a releitura das atitudes, comportamentos, em torno do festim e de ambientes cerimoniosos destes ilustres integrantes de grupos etnolinguísticos.
Nesta construção de rituais, a Antropologia e a Etnografia investigam os cerimoniais humanos, tendo acesso aos relatos. Os conhecimentos de antropologia cultural e da semiótica identificam as formas de comunicação que evidenciam a reflexão e a acção paraconstruir, integrar e aproximar pessoas.

PERMANÊNCIA DO CONTEXTO
RITUAL UNION observa as pessoas, executando gestos estilizados que fazem parte da prática, modos, rituais e de uma adequada compreensão dos seus significados.Osrituais, comportamento colectivo, passam pela linguagem simbólica com valor e sentido no Homem (significado e significante).
A língua, a música, a arte, a arquitectura, o vestuário, a culinária, o discurso, o conjunto de crenças, os ídolos e a paremiologia (ditados, provérbios e ditos), a literatura oral (lendas e mitos), significados comunicativos das representações simbólicas inerentes à cultura. Assim, os símbolos utilizados nos ritos e rituais tendem a caracterizar-se pelo seu potencial polissémico.
Os ritos e os rituais fazem parte do processo civilizatório da humanidade,presentes em todas as culturas, das comunidades mais primitivas à sociedade contemporânea. Ao falar de ritualização, o mundo afunda-se em actos formais lógicos com raízes na própria decisão colectiva e não em factos biológicos, marcas raciais ou actos individuais.
Assim, o rito é a forma do ser humano expressar as suas percepções sensíveis por meio de discussões narrativas e símbolos que variam conforme a pluralidade de acções num ritual específico. Diversos universos simbólicos, míticos, rurais, urbanos, tradicionais, modernos, sagrados, profanos, cujas significações entrelaçam-se, inserem-se na percepção humanística, carregada de significados.
A reelaboração do imaginário manifesta rituais diversos a fim de manter a identidade cultural local.Mantendo a ligação entre tempo e espaço, ritos e rituais que ao existirem,procuram a união entre as acções realizadas em épocas diferentes num espaço ou espaços recriados.Servindo-se de estudos específicos sobre os rituais em geral e os BANTU, em torno do infinito ou da divindade, o significado dos espíritos, magia, influência e da mística, que para alguns existe nos mares, rios e floresta, determinaa proveniência dos artistas que evocam várias experiências sobre rituais tradicionais.
RITUAL UNIONtransborda os questionamentos existenciais, fornecendoferramentas analíticas para que cada visitante construa a sua noção de União Ritual. Os Audiovisuais, Pintura, Escultura, Videoarte, Fotografia e Instalação alertam-nos para relações históricas e sociais unidas queacontecem em todas as sociedades e tal como diz Riviere…“Não há sociedade, em qualquer que seja sua escala, que não sintam a necessidade de, periodicamente, reafirmar em comum os seus valores”.
Os símbolos ritualísticos: como o canto, a música, o vestuário, são uma linguagem específica para afirmar a identidade colectiva com cultura própria que reafirma a estrutura social. A exposição RITUAL UNION analisa as contribuições da comunicação, relações públicas, as implicações políticas dos ritos, rituais e cerimónias nas organizações contemporâneas.
Nas sociedades actuais, a UNIÃO RITUAL ocorre numa sequência ordenada, mudando somente os detalhes, já que o contexto permanece. Todas as sociedades humanas praticam actos de celebração, comemorados por meio de cerimónias e rituais, eventos importantes na vida das pessoas ou de grupos que marcam êxitos, conquistas, alegrias e até mesmo, tristezas de maneira formalcom modelos preestabelecidos de natureza simbólica em ocasiões especiais ouem períodos determinados.

PINTURA

Don Sebas Cassule
Camabatela, Kwanza Norte (1968), Ang., Pintura, desenhador, instalador e autodidacta, técnico de aeronáutica e oficial da Força Aérea na reserva. Membro da União Nacional de Artistas Plásticos (UNAP) e da Associação Internacional de Artes Plásticas L’Aigle de Nice, sedeada em Nice, França.
Participações: Trienal de Luanda em 2007 e 2010; Bienal de Arte Contemporânea de Florença, em Itália, em 2009 e 2011; e exposições colectivas no país e no estrangeiro. Exposições individuais sete.
Menção: 2 vezes premiado, quinto Prémio Conselho Regional PACA, Roubion, França, Convidado de Honra AlexiMori, Prémio Internacional das Artes Plásticas L’Aigle, Nice, cidade de Nice, França, 1998. Mérito Novembro de 2007, Grande Prémio Internacional das Artes Plásticas L’Aigle de Nice.
Colecções: Colecções particulares e oficiais em Angola e no estrangeiro.
"Cri$e Versus Trabalho", Abril 2012, Instituto Camões Centro C. Português, Luanda. “DIÁLOGOS I PERSONAGENS, TERRITÓRIOS E SITUAÇÕES”, Abril 2017, Espaço Luanda Arte - ELA.
"A Singularidade Proverbial do Imbondeiro" Dezembro 2017,pintura e instalação, Centro Cultural Português em Luanda/Camões.

Egas
Lubango (1961) Ang. Pintura. Autodidacta. Iniciou a sua vida artística em 1990, na cidade natal, junto ao grupo de artistas locais. Na elaboração de suas peças usa o que vulgarmente chamamos de lixo. As obras de Egas incluem material reciclado composto com cola, tinta acrílica e madeira.
Exposições Individuais: 2015,“RESTOS SURREAIS” Tamar Golan. 24 de Abril.
Colectivas: 2016,“ELA &”, Tamar Golan
Colecções: Thompson House, Hall de Lima Pimentel, Pedro Ribas.

Gimby
Luanda (1975) Ang. Pintura. Diplomado em Artes plásticas pelo INFAC.

Makengo
Luanda (1984) Ang. Pintura e ciências exactas. Começou as suas primeiras pegadas pela arte em vários ateliers, tendo a sua maior experiencia com mestre Mawete.
Exposições Individuais: 2017, Tamar Golan.
Colectivas: 2011, Celamar; 2013, Centro Comercial Maria Luísa; 2014, “FENACULT”, Baia de Luanda; 2016, Ensa Arte;2017,”A figura humana na arte angolana”, Galeria Banco Económico; 2017, “Impressões e expressões”, Fundação Arte e Cultura.

Mawete
Cazengo, Kwanza Norte (1977) Ang. Formação na Academia de Belas Artes, na República Democrática do Congo, tendo completado o bacharelato em 1997. Aperfeiçoou a sua técnica nos ateliers Ibanda, Domingos Tekassala (cerâmica) e Etona. Experiente professor de artes plásticas em diversas escolas de Luanda.
Exposições Individuais: 2001, “O Poder da Cor” Luanda; 2006, “Substraccionismo”, Luanda.
Colectivas: Brasil e colectivas da Protecção Civil (Luanda) e Expo dos Jovens Criadores (Namíbia).
Colecções: Bordeaux (França, 1999), colecções das representações diplomáticas de Angola em Londres (2013) e Nova Iorque (2014) e da Colecção Imago Mundi, em Itália (2015).

Maymba
Benguela, (1958) Ang. Bacharelato. Inscrito na UNAP. Curso Médio de Artes Plásticas. Ensino de Publicidade e Artes Publicitárias. Frequentou o estúdio do professor desenhador artístico e publicitário Alfredo Barnis Ribeiro de Freitas, Benguela. 1982 Estágio com Artista Plástico Noé Garcia, Benguela.
Exposições Individuais: 2002 “Ndapassuka”, Humbiumbi Galeria, Luanda (Ang).
Menções Honrosas: 5ª edição do prémio "ENSARTE 2000"
Colecções: Hall de Lima Pimentel

Pemba
Uíge, (1990) Ang. Em 2009, Humanidades Artísticas e 2012, Pós-graduação em artes visuais, opção de pintura, ambas na Academia de Belas Artes de Kinshasa.
Exposições colectivas: 2017, "PLAY GROUND", PullmanGrand Hotel em Kinshasa; 2017, "LELO" no espaço ZAYI; 2016, "DESEMPENHO" no Planeta J; 2013: Exposição coletiva e performance, 6º Fórum Social Africano no Jardim Botânico de Kinshasa; 2012, DIMENSÃO PLENÁRIA 3ª edição, organizada pelo Centre WallonieBruxelles em Kinshasa; MWASI YA BWANYA no espaço Planet J; Exposição e instalação coletiva na Embaixada da Grã-Bretanha.
Exposições individual: 2014, ECHOS DU?, restaurante TheRiver / Kinshasa-Gombe;

PiNbaki
Cardoso Nbaki

Wisousa
Benguela, Ang. Autodidata, iniciou a sua vida artística na UNAP com o seu pai Maymba com quem aprendeu a desenvolver todas as técnicas que usa nas suas obras. Participou em algumas exposições colectivas e é um dos membros aspirantes em formação pelo Batalhão rm, na Fundação Rui de Matos.

Zeca
Damba, Uíge 1974 (ANG). Ensino Médio Instituto de Belas Artes, Kinshasa. Frequentou vários estúdios artísticos, como: Marcos Tango para técnica de veludo.
Participações: 2015 Galeria Nacional de Harare, Zimbabwe; 2013 COOPART; Galeria CELAMAR, Luanda; 2012 Feira de Arte, Espanha; 2010 COOPARTE, Galeria CELAMAR, Luanda; 2007 Residência, Embaixada de Angola, Cairo, Egipto.
Exposições Colectivas: 2000 Hotel Meridien, Luanda; 1997 Galeria LaFluer, Kinshasa; 1995 Academia de Blas Artes, Kinshasa; 1994, Centro Cultural Boboto, Kinshasa.
Menções Honrosas: 2016 Categoria Pintura, ENSARTE.

ESCULTURA

Toko
Luanda, 1982(ANG). Curso Médio de Escultura, Instituto de Formação Artística, Luanda. Frequentou o estúdio de Malangatana em Maputo, (MZB). Membro UNAP.
Residência artística na FoundationJean Paul Blachere.
Participações: Inúmeras no COOPARTE, Arte CELAMAR galeria, Luanda. Leilão ‘’ Beneficio Luta contra HIV’’, Revista Vida.
Menções Honrosas: Prémio ENSART; Prêmio CIADADE DE LUANDA; 2º Prêmio ENSART 2008 e 2010. A obra apresenta contexto polissémica na qual retrata dos problemas do nosso dia-a-dia em diversos sectores na sociedade africana.

Vemba
Luanda, 1984. Ang. Bacharel em antropologia na Universidade Agostinho Neto e Artes Plásticas na especialidade de escultura no INFA.
Exposições colectivas: 2005, Cooparte; 2006, “Ecos de África”, Galeria Humbi-Humbi; Expo-2012, Koreia do sul; 2012, “os valores africanos representados em formas surpreendentes”, escultura BaiArt; 2013, 55ª Bienal de Veneza; 2014, “, Luanda; Plasticidades angolanas”, FENACULT; 2015, 7ª Bienal de Moçambique, Criadores CPLP; 2015, “conexão”, Luanda.
Prémios: 2005, 3º classificado prémio Sonangol em escultura; 2008, 2010, 2012 e 2014, Prémio Ensa Art Juventude na disciplina de escultura.

YayanDoungle
Uíge, 1972 (Ang.). Ensino médio e superior em Artes Plásticas em Kinshasa. Formou se em várias outras disciplinas artísticas como talha em pedra, escultura em argila e escultura monumental em cimento, gesso, argila e bronze).
Actualmente, leccionando a disciplina de escultura no Instituto Superior de Artes – ISART.

FOTOGRAFIA

Massalo
Luanda, Ang. Desde 1994 à 2005, cresceu entre várias cidades: Ponta-Negra, Gaborone, Cidade do Cabo, entre outras. Iniciou na arte em Luanda, mas foi na Cidade do Cabo que percorreu na fotografia. Expõe várias vezes pintura, fotografia e livros:
- Aquarela, poesia, Nzila, Luanda (2006).
- Silhuetas, fotografia, DZzzz (2008).
- Massalo, fotografia, DZzzz (2011).
O livro, O Mar Também tem Nuvens (2012) colectânea de poemas ilustrados por Joana Taya.

Paulo Araújo
Maculusso, Luanda1964. Trabalha em rádio há 37 anos: Jornalista na Rádio Nacional de Angola desde 1980. Jornalista do programa radiofónico "FAPLA na Voz das Forças armadas ", de 1984 a 1991. Luanda Antena Comercial LAC, de 1992 até actualidade
1981 - Locutor-Redactor-Reporter Realizador, Inventor e locutor: programas Radiofónicos:
1982 - Top dos Mais Queridos; 1984-1991 - A Voz das Forças Armadas; 1992 Produtor-Realizador-Reporter e Locutor na Lac Luanda Antena Comercial; 1994 Grandes reportagens, Conferência de Doadores UE-Angola;
2000 - Mussulo, paraíso ou inferno; 2001 - O pior cego é o que não quer ver; 2001 - Prémio Maboque de Jornalismo: Grande Reportagem; Set-Out 2007 - Andar o País (15 das 18 Províncias de Angola); Fotografia, com Sérgio Guerra, JR Duran e TchilalaMoco.

VÍDEO ART

Paulo Azevedo
Luanda, Ang. Cineasta e artista visual. Trabalha um pouco por todo o mundo, dirigindo cinema, televisão, publicidade, videoarte e projetos fotográficos. Estudou cinema na AfdaFilmSchool em Cape Town, África do Sul. Tendo vivido em Luanda, Lisboa, Londres e Cidade do Cabo, o seu trabalho explora quadros diferentes e utiliza diversas técnicas cinematográficas nos seus pequenos filmes. É social e politicamente focado, usando diferentes mídias (fotografia, vídeo, filme) para expressar sua visão e enfrentar questões críticas, como democracia, direitos civis, corrupção, problemas ambientais e capitalismo.

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