Rui de Matos dá nome a Galeria

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Foi inaugurada no dia 26 de Maio de 2018, a AR-MA, Galeria Artes Matos, com uma exposição de grande envergadura temática e plástica que decorreu até 1 de Julho.

Foi inaugurada no dia 26 de Maio de 2018, a AR-MA, Galeria Artes Matos, com uma exposição de grande envergadura temática e plástica que decorreu até 1 de Julho. A nova galeria sita na travessa da rua Agostinho das Neves, nº 13, no bairro Alvalade, em Luanda, recebeu a exposição intitulada ‘’RITUAL UNION’’, uma mostra significativa de artistas plásticos angolanos residentes há seis meses no Batalhão anexo à galeria.
A galeria AR-MA foi, na verdade, fundada pelo pluridisciplinar artista RUI DE MATOS, na década de 80. Rui de Matos foi escritor, poeta e fotógrafo ensaísta. O seu grandioso sonho e crença se concretiza no pensar - ser, ‘’…valorizar o mosaico patrimonial cultural, bem como desfrutar deste espaço territorial, ainda virgem, à descoberta novos talentos e códigos estéticos…’’ A galeria AR-MA, carrega a sua história pessoal e fascinante que transcende o valor de um Homem visionário e de elevado sentido humanista, de virtudes experienciais inusitadas, que oferece oportunidades aos artistas sem fronteira. Serve de prestação expositiva aos artistas nacionais, internacionais e multidisciplinares. A cargo dos seus discípulos, a prestigiosa vitrina homenageia o artista ex libri e o seu legado: engrandecer as Artes Plásticas Nacionais”.
Rui de Matos, cuja proeza artística se desenvolveu na idade ainda latente e depois de já adulto no cruzamento com os seus ideais políticos na plena juventude de assumir o espaço de Liberdade da Pátria. A AR-MA, destaca-se em produção de eventos culturais, recreação cultural, produção e realização de campanhas político-sócio-culturai, quer com a produção de esculturas do próprio artista, quer em exposições de artistas e assistência técnica áudio-visual, decorativa e cenográfica.

Biografia de Rui de Matos

Rui Guilherme Cardoso de Matos nasceu em Luanda a 26 de Maio de 1943. Escultor, Pintor e poeta. Instrução primária no Ambriz e Luanda. Curso de Pintura Decorativa, Escola Industrial de Luanda. Em 1956 vai com seu pai para Portugal com a finalidade de dar continuidade aos estudos em Lisboa e posteriormente Santarém e Évora na escola de Regente Agrícola.
Em 1963 foge para França e frequenta o curso de Belas Arte em Perpignan no mesmo ano vai para Paris e alista-se ao Movimento de Libertação de Angola, entra pelo Maquis, faz parte da coluna Ferraz Bomboco em Brazzaville como comandante do grupo especial de artilharia, recebeu treino de guerrilha em Cuba no grupo chefiado por Sebastião Garrido “Che-Guevara”. Em 1975 é nomeado comandante da guarda pessoal de António Agostinho Neto. Estudou reconhecimento e operações na URSS. Comandou parte das tropas que travaram o célebre combate de Kifangondo, chefe de operações da 9ª Brigada de Infantaria Motorizada e da missão de Angola em São Tomé e Príncipe. A 1 de Janeiro de 2005, a voz do escultor, pintor, general Rui de Matos, deixa em Angola uma grande representatividade de suas obras. Rui de Matos, é uma doce lembrança do homem feito de sonhos puros, da mais delicada sensibilidade, firmeza e bravura na conquista dos seus ideais. Deixa a sua memória para quem o conheceu.

Perfil Artístico

Tradução, reportagem escrita e fotográfica, Roma (Itália), assessor político, filme “Vitória é Certa”.
Autor, do memorial da Campanha de Alfabetização.
Idealizou e construiu o Clube Náutico Militar.
Executou as estátuas de Agostinho Neto (Huambo), Kitandeira (Luanda); vacinação contra Poliomielite; do Memorial aos Heróis da Batalha de Kifangondo. Autor da estatueta, hoje símbolo da Amizade.
Ilustrador do suplemento infantil “Bambi” do jornal Província de Angola.
Participou na criação e autoria das insígnias, estandartes e divisas militares Fapla.
Autor e executor dos bustos Agostinho Neto Hoji ya Henda, Marien Nguabi, Rainha Ginga, Amílcar Cabral, Loy, Abílio Duarte, baixos relevos do Mausoléu Agostinho Neto, banhou a cidade de Luanda com suas estátuas em bronze.
Criador de “Artes Mar” onde trabalhava com jovens artistas e miúdos de rua.

Batalhão RM

É um projecto da Fundação que nasceu do conceito de unificação das varias vertentes da arte e dos artistas nacionais. Organiza e apoia o desenvolvimento de projectos artísticos pessoais e colectivos. É um lugar para experimentação, pesquisa e reflexão das práticas artísticas que tem como objectivo ser o grande catalisador de conexão entre artistas nacionais e estrangeiros. Proporciona dignidade aos nossos fazedores de arte, garantindo conforto, estabilidade social e paz, permitindo que os mesmos possam dedicar-se ao que melhor sabem fazer: “desenvolver a nossa cultura a nossa arte”
O batalhão também acolhe jovens com potencial, orientando-os, proporcionando educação e muita esperança de vida. Temos artistas e jovens internos e externos. Apoiamos as crianças da comunidade permitindo-lhes desde muito cedo o acesso ao mundo das mais belas cores…

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