Sujeito e Azarada e Preço do Fato exibidas no FESTLIP

Envie este artigo por email

As peças Sujeito e Azarada – da Companhia de Teatro Enigma* – e Preço do Fato – do Grupo Pitabel* – foram as convidadas angolanas da 6ª edição do Festival de Teatro de Língua Portuguesa-FESTLIP, que acontece no Rio de Janeiro, de 27 de Agosto a 5 de Setembro.

Sujeito e Azarada ePreço do Fato exibidas no FESTLIP
Cena de Preço do Fato Fotografia: Paulino Damião

Com duração de 60 minutos, Sujeito e Azarada conta a história de dois jovens que se conhecem virtualmente através de um programa das redes sociais. Trocam impressões, conquistam-se e começam a namorar, ainda pela internet. Marcam um encontro.
O amor de ambos vem à flor da pele como o raiar do sol. Maria e Joaquim, como são conhecidos socialmente, decidem viver juntos muito cedo depois do namoro. O motivo da pressa: Maria alegava a Joaquim não suportar mais o modo de vida triste e pobre em casa de seus pais e que gostaria de ter vida própria e ser independente.
Ambos estavam excitadíssimos com a relação e não pensaram nas responsabilidades que iam assumir com a decisão que estavam a tomar, tinham esquecido que ser independente, viver a dois como casal, nem é safari nem é festa, exige maturidade e responsabilidade.
Maria e Joaquim não tinham noção alguma acerca disso. Joaquim levava uma vida virtual e Maria era a própria fantasia em pessoa no formato de mulher.
Ambos nutriam a ilusão de apenas casar.
Consequentemente, no decorrer da vida conjugal, os conflitos começaram a emergir.
Sem experiência nem treinamento sobre gestão de conflitos no lar, o casal mergulha num combate de ofensas morais e agressões físicas que terminam da forma mais triste e assustadora.
A peça suporta a seguinte ficha técnica: texto – Tony Frampênio, produção – Enigma – Teatro, luz e son – F. R. V – Zuba, cenário – Carlos N´Gunga – Miller, realização audiovisual – Enigma – Teatro, elenco –Helton Figueira e Lecticia Kambovo, direção artística – Tony Frampênio.
Já Preço do Fato retrata a vida de Cristina, uma jovem de 20 anos, natural de Mbanza Congo (norte de Angola), que cresce em Luanda e que, com o tempo, vai perdendo os hábitos e costumes da sua tradição.
Consequentemente, coloca em causa o seu relacionamento com Luís, um jovem da moderníssima Luanda.
O grupo define-a como uma peça que procura responder a questões que parecem fáceis, mas que estão no centro de um conflito entre o antigo e o novo, o tradicional e o moderno. Será que um fato pode ter como preço a vida de uma pessoa? Qual será, então, o preço do fato?
A peça suporta a seguinte ficha técnica: encenador: Adérito Rodrigues; elenco: Adérito Rodrigues, Lopes Filho, Carla Rodrigues, Nelma Silva, Neide Pinto, Yuri Nunes; cenografia: Lopes Filho; música: Teta Lando

* ENIGMA – TEATRO
É uma academia das artes do espectáculo cuja missão é fomentar em cada individuo o gosto e a prática de actividades expressivas, criativas, naturais no ser humano, como metodologias quotidianas motivadoras de desenvolvimento. O objectivo não é somente a arte em si, mas o desenvolvimento equilibrado e sustentado das emoções, dos sentimentos, da inteligência, da criatividade, da socialização e de todos os factores que determinam a qualidade da personalidade, bem como a promoção da cultura nacional dentro e fora do país. O Enigma-Teatro surge da fusão de dois grupos teatrais: Os Makotes, fundado em 1987, e Comba Meneck, fundado em 1997. A fusão destes, em 1998, fez com que surgisse a Companhia Enigma-Teatro, que nestes anos, já foi: 2º classificado; melhor encenação e melhor actor do Prémio Cidade de Luanda, edição 2008, com a obra Luandinha a Luanda para Luandão; 3º classificado do Prémio Cidade de Luanda, edição 2009, com a obra A Grande Questão; 1º classificado do Prémio Cidade de Luanda, edição 2010, com a obra A Raiva; vencedor do concurso AAT – Associação Angolana de Teatro, edição 2009, com a obra A grande Questão, além de melhor texto, encenação e melhor actor; representante de Luanda no Festival Nacional de Teatro em Benguela, no ano de 2010, com a obra A Raiva; melhor espectáculo do FESTECA de 2008 com a obra Sambatchuca; participação na Trienal de Luanda com a obra A Raiva, em 2010.
Lançamento de 3 DVD´s das obras A Grande Questão, A Raiva e Na Corda Bamba.

Comentários

Newsletter


Colabore com o Jornal Cultura - Envie-nos os artigos da sua autoria.

Colaboradores Ver todos