Festival Sete Sóis Sete Luas invade Cabo Verde

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Jorge Carlos Fonseca deu nos jardins do Palácio da Presidência da República um cocktail seguido de espetáculo ­ com Tcheka e Tété Alhinho, os portugueses do grupo Melech Mechaia, entre outros ­ o pontapé de saída para a vigésima edição do Festival Sete Sóis Sete Luas (SSSL), de que foi nomeado Presidente Honorário, sucedendo no cargo ao português José Saramago e ao italiano Dario Fó, que foram insignes Prémios Nobel.

Festival Sete Sóis Sete Luas invade Cabo Verde

O Sete Sóis Sete Luas (nome que invoca um romance do autor de "Memorial do Convento") transporta, este ano em que a Europa do sul atravessa gravíssima crise económica, muitas novidades para Cabo Verde: desde logo, incluindo o teatro de rua evidenciado por uma companhia basca (Deabru Bletzak), que se junta aos grupos musicais ­ como os portugueses Melech Mechaia e Moody ou o bom forró do brasileiro Culé de Xá -, ou estendendo a novas localidades (Praia e Nova Sintra) a receção do Festival, que deste modo se associam a Ribeira Grande de Santo Antão, onde o SSSL acontece desde 1998, a Cidade Velha (Ribeira Grande de Santiago), a Tarrafal de Santiago e a S. Filipe do Fogo, que o apresentam desde o ano passado.

Nascido do entrosamento cultural havido entre Itália e Portugal em 1993, este importante Festival internacional, que mescla Cultura e Turismo, envolve hoje mais de 30 cidades de onze países (Portugal, Espanha, França, Itália, Roménia, Croácia, Israel, Marrocos, Eslovénia, Grécia e Brasil). Como disse Jorge Carlos Fonseca, nele ganha aspeto importante o desenvolvimento do Poder Local. E os cabo-verdianos ganham papel cada vez mais relevante: já aqui atuaram Cesária Évora, Bana, Tito Paris, Nancy Vieira, Tété Alhinho, Mário Lúcio...

Marco Abbundanza, diretor do Festival, referiu que se pretende criar Centros SSSL (espécie de residências artísticas) em Ribeira Grande de Santo Antão e em Cidade Velha, devendo este ano avançar-se neste sentido.

Este Festival traz também consigo a ideia de um Prémio Revelação ­ escolhido um grupo em cada localidade e depois disputando uma final a realizar-se num certame público na cidade da Praia ­ o qual representará internacionalmente Cabo Verde. E ainda a de um laboratório de música que será ministrado, durante dois dias, por Melach Mechaia em Cidade Velha.

Diversos intérpretes, designados pelas diferentes cidades cabo-verdianas, fazem (como é tradicional) uma feliz conjugação entre o aspeto internacional do Sete Sóis Sete Luas e a participação local. Esta é uma das caraterísticas de um Festival que aporta todos os anos a Cabo Verde no mês de Novembro.


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