Ideia das Casas da Lusofonia chega a Cabo Verde

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Foi assinado em Cidade Velha (ilha de Santiago, Cabo Verde) o protocolo entre a Câmara Municipal da Ribeira Grande e a ONG Etnia com vista à construção de uma Casa da Lusofonia naquela localidade que é Património Mundial.

Considerada o Berço da Nação cabo-verdiana, Cidade Velha adere assim a projeto já antigo, que arrancou há alguns anos em Lisboa com resultados desencorajadores: situada no Liceu Camões, houve muita pompa e circunstância na sua apresentação, mas circunstâncias várias fizeram da intenção um nado morto.

Depois deste insucesso, a ideia atravessou o Atlântico, ganhando novo impulso e estando agora em construção em Fortaleza e a aparecer em várias cidades brasileiras, como Crato, Embu e outras. No próximo ano, segundo foi dito, em Janeiro, Cidade Velha pode acolher o primeiro internacional de responsáveis pelas Casas da Lusofonia, com a elaboração de um amplo documento de intenções de trabalho.

A Casa agora projetada para Cabo Verde será, assim, muito provavelmente a primeira que ganhará corpo em África. Situada em pleno centro histórico num lugar monumental, fica implantada na que foi a primeira capital do arquipélago, na antiga Ribeira Grande. Quer ser uma residência artística, um local de trabalho e de estudo, uma galeria e biblioteca, e, ao mesmo tempo, um centro informático.

As Casas da Lusofonia, que ganham agora novo fôlego, são a joia da coroa de um amplo movimento liderado pelo português Mário Alves à frente de uma equipa essencialmente cabo-verdiana e onde pontua, no Brasil, o ator português Gil Filipe, a par de diversos animadores. Está nos seus planos, galgar fronteiras, chegando a breve prazo a Angola, Guiné-Bissau e Moçambique.

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