Palavras que sagram ideias

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Em torno da poética do brasileiro Salgado Maranhão.

Sigo a sangrar, do peito ao vão das unhas, os dardos do amor: o que há sido e o que há. O nosso investimento cultural une gesto e interlocução entre a leitura e a poesia, e o seu desdobramento na ideia de valor estético conforme percetível a partir da obra do poeta brasileiro Salgado Maranhão.

Esse espaço poético ocupa, na poesia contemporânea, especial relevo, mesmo ante as experiências literárias mais originais, perturbadoras e apaixonantes.

O poeta Salgado Maranhão é o poeta da ação, o poeta das linhas sem retoques, indiferente a qualquer tipo de passividade.

A dimensão do grito que ressoa do seu labor estético é resultante de uma contradição harmoniosa interna entre os opostos, os seus versos ganham unidade dual dos contrários que se complementam, que nos fazem compreender o seu compromisso com os haveres humanos e sua aposta na imperfeição da realidade.

Pois, o poeta extrai a sua expressão poética da autenticidade da vida e a sua voz ecoa como a totalidade de um calar verdadeiro.

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