A Contemporaneidade Factual

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A vida social, cultural e política dos nossos dias passa necessariamente pela moda factual que encontra um bom respaldo nas tecnologias de informação.

A maior parte dos letrados e não letrados e a cada um a seu nível e mundo de interesses, bebe das imagens e dos factos, uma boa parte da informação que se digere de acordo com os códigos de conduta e de valores adquiridos quer na infância, quer na vida adulta, em que o motor educação é na maior parte dos casos, uma alavanca para a transformação dos factos em história.

A história económica dos nossos dias, não é mais que uma repetição de dados avançados desde que o homem começou a contar as primeiras pedrinhas e moedas de troca ao número de mulheres e filhos que formam grupos de famílias, tribos e, de forma mais alargada, da própria etnia e população de forma controlada de acordo com técnicas apropriadas de controle de indivíduos que compõe um Estado ou uma Nação, tornando os respectivos habitantes, donos dos factos e acontecimentos que podem ir além do devido espaço geográfico através da emigração, facto que preocupa a maior parte dos países e Estados mais vulneráveis pela componente transfronteiriça que apesar de envidar esforços no sentido da inversão e controle dos indivíduos que em grupo ou não, se arriscam a atravessar fronteiras terrestres, marítimas e aéreas, à procura de melhor sorte ou destino, quais aves de arribação sem regresso, tal como a natureza dotou as andorinhas que se deslocam movidos pela força sazonal.

Se é verdade que a emigração mais do que nunca, actualmente se tornou num desafio difícil de parar e de controlar, não é menos verdade que a comunicação social privilegiada em ser factual e aprimorada em dar a conhecer novos mundos ao Mundo e culturas de diferentes espaços geográficos e economias pela força da comunicação, tem necessariamente o poder de gerir os factos do actual mundo global, que teima em apostar nas diferenças, ao contrário da igualdade que se pretende com a filosofia da "aldeia comum".

Há coisas que nos levam a pensar que certos acontecimentos podem ser banais, quando não se transformam em factos que nos levam a construir monumentos de crenças, com base na nossa cultura e nos nossos valores que orientam certos interesses. Por exemplo, a questão da Ucrânia, parece não nos preocupar minimamente, por ser um problema dos outros que rigorosamente nada têm a ver com a África, ou melhor ainda, com a União Africana. Podemos estar ligeiramente confiantes, mas na verdade da "aldeia comum", a ser consequente, tudo o que acontece a um país, pode ser um rastilho para o resto do planeta, especialmente quando se trata de conflitos que envolvam potências nacionais da Europa.

Os cuidados que se colocam nas posições dos grandes dos G8, sugerem que a pacificação dos factos que sendo aparentemente particulares do povo ucraniano, podem evoluir para um conflito de grandes dimensões, que não desejamos ver repetir, dado que da 2ª Guerra Mundial a esta parte, a tecnologia de materiais letais está sofisticadamente avançada e uma pequena impaciência, ou falta de comunicação de uma das partes envolvidas, pode resultar em fatos de sonsequências imprevisíveis.

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