África: Cooperação educação e desenvolvimento

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O desenvolvimento em qualquer país do mundo só é alcançado com base nos recursos humanos. Por esta razão, os governos de todo o mundo estão constantemente preocupados com a educação e formação dos seus membros.

O desenvolvimento em qualquer país do mundo só é alcançado com base nos recursos humanos. Por esta razão, os governos de todo o mundo estão constantemente preocupados com a educação e formação dos seus membros.
Todo o conjunto de elementos que envolvem o processo educativo e a formação dependem das políticas e dos currículosdelineados pelo governo, tendo a primazia de determinar os objectivos a serem alcançados do curto, médio e longo prazos em função da sua realidade socio-económica, cultural e tecnológica.
No contexto da educação na realidade africana, é muito notória a estagnação, não há progressos significantes nas políticas educativas traçadas por muitos governos, não progridem para o desenvolvimento, o que retarda em grande medida a evolução no campo económico e social dos países.
A estagnação não aponta para a falta de preocupação pelos governos quanto a educação, mas a ausência de políticas versadas para a educação de qualidade e de aplicação de recursos suficientes para dirimir a exclusão escolar.
Construir escolas para todos os membros da sociedade, tendo os mesmos direitos e colocar os meios e as ferramentas disponíveis na aprendizagem, de acordo com o modelo pretendido (formação geral e técnico-profissional).
Narealidade, podemos afirmar que a maioria dos governos constroem escolas básicas, médias e universidades, mas, não dispondo de equipamentos adequados para a aprendizagem (bibliotecas e laboratórios), resulta que os currículos concebidos possuem maior pendor teórico, faltando a parte prática e profissional.
Não existe verdade sem a prática: a África, para o seu desenvolvimento, depende de um trabalho profundo dos governantes, que devem reconhecer a educação e a formação do homem como o pilar do processo, vincularem grande parte dos orçamentos não apenas à construção de escolas, mas também à criação das ferramentas de uma aprendizagem qualitativa.
Os factores de conflitos internos por razões políticas e étnicas, bem como a falta de democratização efectiva de alguns países, continuam a ser determinantes na influência negativa da educação para todos e de qualidade, a exemplo da República Centro Africana, República Democrática do Congo, a Nigéria e o Burundi.
Estudos sobre a educação apontam que as crescentes ondas de violência em África e no mundo em geral são resultado de determinadas culturas que evoluíram desde os primórdios até aos tempos actuais, sem passarem por uma fase de educação sistemática; este factor aumenta a onda de desconfiança quanto ao futuro do continente. Quanto maior o número de membros da sociedade que crescem fora do sistema escolar, maior é o índice de violência e do atraso no desenvolvimento das comunidades.
Combater os grupos armados igualmente com o uso de armas é outro factor de desestabilização dos governos do continente africano que, por esta forma, não centralizam os recursos na educação, sendo grande parte dos recursos utilizados para combater os rebeldes.
Como resultado, a escassez dos recursos para a educação, a dispersão das crianças e dos jovens, a destruição dos bens já existentes, colocando os governos em situações de permanente estagnação para o progresso e o desenvolvimento.
Para se alcançar a estabilidade no continente e caminhar para o desenvolvimento, os governos devem ultrapassar todas as barreiras que proporcionem a exclusão escolar, isto é, promovendo uma educação para todos e de qualidade, aplicando grande parte dos seus recursos financeiros neste fim.
A revisão dos currículos escolares e das políticas educativas com a criação de infra-estruturas e o processo de ensino com carácter prático e não apenas teórico é preponderante para uma formação abrangente em todos os domínios da actividade humana (Agricultura, Indústria, Tecnologia de Informação, etc.).
A educação e a formação de recursos humanos deverá ter como finalidade a criação de condições para uma produção de bens que sustentam os países evitando assim em grande parte as importações, necessários para a exportação de produtos transformados internamente com o uso de recursos materiais (matéria-prima e indústrias locais).

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