Crise: Palavra do ano 2016

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O público angolano esperou oito meses, desde Maio do ano passado, para ficar a saber que " Crise é mesmo a palavra do ano 2016. A terceira mais votada foi kixikila e a segunda Kandando.

Crise: Palavra do ano 2016
O público angolano esperou oito meses Fotografia: Arquivo

O público angolano esperou oito meses, desde Maio do ano passado, para ficar a saber que “Crise” é mesmo a apalavra do ano 2016. A Palavra do Ano 2016 foi anunciada pelo Embaixador de Portugal, João Caetano da Silva, num acto solene que decorreu dia 18 de Janeiro de 2017, no Camões/Centro Cultural Português, com música e poesia, numa parceria com a Plural Editores.

A sessão contou com momentos musicais, protagonizados por Magda Mendes e Nell Jazz, e de poesia livre sobre as três palavras mais votadas, nas vozes de Pedro Bélgio (kixikila), Mbanza Muxima (kandando) e Marcos Kingondo “Ginguba” (crise), com apresentação a cargo de Armindo Paim e Kiokamba Cassua.
Durante o mês de dezembro os angolanos puderam votar livremente na Palavra do Ano 2016, escolhendo uma das dez palavras candidatas: kandando, crise, diversificação, esperança, kamba, kandengue, kínguila, kixiquila, liberdade e paz.
Das dez, a terceira mais votada foi Kixikila, a segunda foi Kandando e o primeiro lugar coube a Crise.
Feliciano Kidá, director do Centro de Formação Artística, esteve na cerimónia em representação da ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, para apresentar a palavra Kandando, a segunda mais votada.
A PALAVRA DO ANO é uma iniciativa da Plural Editores que tem como principal objectivo sublinhar a riqueza lexical e o dinamismo criativo da língua portuguesa, património vivo e precioso de todos os que nela se expressam, acentuando, assim, a importância das palavras e dos seus significados na produção individual e social dos sentidos com que vamos interpretando e construindo a própria vida.
A lista de palavras candidatas a PALAVRA DO ANO é produto do trabalho permanente de observação e acompanhamento da realidade da língua portuguesa, levado a cabo pela Plural Editores, em Angola, através da análise de frequência e distribuição de uso das palavras e do relevo que elas alcançam, tanto nos meios de comunicação e redes sociais como no registo de consultas online e mobile dos dicionários da Porto Editora, tendo em consideração também as sugestões dos angolanos através do sitewww.palavradoano.co.ao.
A partir de agora, inicia-se o trabalho que conduzirá à definição das 10 palavras candidatas a Palavra do Ano 2017.

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