A outra criança de Junho - resumo repetido

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Tal como anunciámos na edição passada, trazemos ao ombro a outra criança de Junho e o seu olhar africano que já não chora o 16 de Junho de 1976, mas ergue a memória das crianças mortas em Soweto nessa data que a Organização da União Africana (OUA) instituiu, em 1991, como o Dia da Criança Africana, reconhecendo que as crianças são o principal recurso e o futuro de África.

Tal como anunciámos na edição passada, trazemos ao ombro a outra criança de Junho e o seu olhar africano que já não chora o 16 de Junho de 1976, mas ergue a memória das crianças mortas em Soweto nessa data que a Organização da União Africana (OUA) instituiu, em 1991, como o Dia da Criança Africana, reconhecendo que as crianças são o principal recurso e o futuro de África.

Recurso esse que apela, hoje, ao espírito do Homem a renascer livre de todos os preconceitos.

Os raciais – da triste e pungente memória do Apartheid – e os de uma cultura da violência que sodomiza a pessoa humana desde o útero materno.

As Nações Unidas têm vindo a airmar que as palmadas, as estaladas e outros castigos desumanos, como o encerramento de crianças em quartos escuros, consubstanciam casos de violência contra crianças pelo que representam claras violações da Convenção sobre os Direitos da Criança.

A nossa modesta contribuição consiste em trazer à ribalta os usos e costumes seculares da Educação pela Violência, estereótipos consolidados, como fenómenos culturais, no subconsciente colectivo da Humanidade.

A violência contra a crian- ça em todo o tempo e em todos os lugares é uma questão pertinente que ultrapassa o reduzido âmbito destas páginas.

Trata-se de um tema crucial para o futuro da Humanidade que todos os dias deve ser ponderado. Abordamo-lo aqui, numa perspectiva meramente fenomenológica e histórica, com as pro- postas analíticas de Antónia Domingos, professora e autora do livro “Crian- ças vítimas de práticas de feitiçaria”, e uma análise comparada de duas mani- festações artísticas, no ramo da música, que criticam a monolítica lapidação do espírito humano infantil no sistema de ensino, com as canções de Pedrito do Bié e dos Pink Floyd.


2. Abrimos as páginas mais íntimas deste nosso objecto de culto, com a notícia da edição especial da revista “Latitudes. Cahiers Lusophones”, publicada na capital francesa, integralmente consagrada à criatividade político-cultural de António Agostinho Neto. O escritor Timóteo Ulika faz as honras da casa com a sua bela estória Ungunda.

Seja bem-vindo, prezado escritor e que, na sua esteira de espuma literária, outras vozes ávidas de se- rem publicadas aqui atraquem.

Desde Benguela, Mário Reis brinda-nos com um ensaio polémico que questiona até que ponto “a pseudonímia, no campo da produção literária e artística, pode considerar-se uma quebra de lisura do escritor para com ele mesmo e para com o seu público”.

Mário Domingues, um dos primeiros casos de escritor profissional em Portugal, é aqui recordado pro Rodrigues Vaz, enquanto Luís Kandjimbo ensaia uma abordagem da defesa nacional e a sua dimensão cultural. Bonga veio juntar-se a esta criança de Junho, com a sua alma prenhe de tradição, ao lado da resenha do Festival Internacional sobre Kuduro realizado recentemente em Luanda.


3. Entramos nas vossas casas com esta oferenda especial, para fechar, com chave de ouro,o mês primevo do Cacimbo da nossa nostalgia, não sabemos bem de quê, o Mundo lá tem as suas razões para nos deixar sentimentos tão díspares no coração.

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