Missão sagrada

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1. A grande notícia cultural que trazemos para você nesta edição não está escrita. Vê-se de longe, quando nos aproximamos deste objeto de Culto, que todas as quinzenas levamos às suas mãos, com todo o carinho e respeito pela Arte de fazer jornalismo cultural. Para si, caro leitor, toda a atenção, todo o cuidado que dispensamos nesta missão sagrada nunca hão de ser suficientes.

O tema de capa é a saudade que nos deixou o autor da canção `Reunir', quatro anos sem novos temas daquele cuja obsessão sempre foi ver uma Angola Una e Indivisível, um povo reunido debaixo da mesma bandeira da Paz e da Harmonia.

Teta Lando. Aqui recordado pelo seu companheiro de muitos anos em Paris, Emmanuel Cordeiro.

No capítulo das Artes, o destaque vai também para o poeta, músico e cameraman de oceanos terrestres, que é Nástio Mosquito, e que emerge com uma nova obra disco filmográfica "Deixa-me Entrar".

Reeditamos a levíssima e profunda poesia de Arlindo Barbeitos, precisamente oito poemas do seu já esgotadíssimo livro de estreia "Angola, Angolê, Angolema".

Um livro que, por se ter revelado como "algo de inteiramente diferente no panorama da literatura africana de expressão portuguesa", o jornal Cultura recomenda para reedição urgente pela UEA, dada a sua longeva desaparição do mercado livreiro, num momento em que as jovens gerações buscam um caminho para a sua afirmação literária.

Sobre uma arte marcial que é, ao mesmo tempo, manifestação de aproximação cultural entre as comunidades da Ilha, fala-nos o nosso colega Horácio Dá Mesquita, no seu estilo sóbrio, mas bem ilustrado pelo seu traço límpido como lágrima de chuvisco numa manhã de Novembro: a Bassula.

2. De outras paragens, vem a voar a poesia do imortal Rainer Maria Rilke, autor de Os Sonetos a Orfeu e das Elegias de Duíno, as suas obras poéticas capitais. O poeta da "inspiração que se chama e se prende", vem a voar pela asa do nosso colaborador Zetho Cunha Gonçalves.

Ainda nessa secção de Diálogo Intercultural, o nosso colega de tarimba, Matadi Makola, faz uma resenha da antologia dos novíssimos poetas de Cabo-Verde, organizada pelo poeta José Luís Hopffer C. Almada em 1991, e publicada no ano passado por Ricardo Riso, onde "o verbo cabo-verdiano, com a intenção de constituir no Brasil um corpus da sua literatura dos dias de hoje, se evola nas bandas do samba e do futebol por treze poetas cuja poética sofre, no sublimado momento de elevação, da mais alta carga torrencial da emoção das dez ilhas."

A obra, "A África na sala de aula. Visita à História Contemporânea", que dá um previsível relevo a Angola, faz parte do currículo das universidades do Brasil. Esta novidade é aqui dissecada pelo nosso colaborador Simão Souindoula, obra essa que, no seu entender "confirma a consistência históricadas múltiplas relações, seculares, mantidas entre os dois territórios, quase paralelos do Atlântico sul

3. O conto que esta quinzena oferecemos ao leitor, tem por título "T´chikukuvanda - No tempo de Kaparandanda". Dele não adiantamos o enredo, a você cabe descobrir esse mistério de um nome que até hoje ficou na boca do povo, o Kaparandanda. Estamos cientes de que o nosso leitor é exigente.

É dessa exigência de progresso, que nasce de ver a Angola futurista de hoje, que bebemos a força e o estímulo par servi-lo com mais amor e sentido de dever.

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