Nelson Mandela

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Nelson Mandela, meu pai, não digas nunca
aí no Olimpo dos deuses que te cercam
esta é a minha pátria, o meu descanso, tu nunca
tiveste uma só pátria, tão pouco
soubeste descansar, passaste a luta
dos cem anos para a eternidade
dos relógios de areia que nós somos.

O Dilema do aprendiz de escritor
Fotografia: Jornal Cultura /

Nelson Mandela, meu pai, não digas nunca
aí no Olimpo dos deuses que te cercam
esta é a minha pátria, o meu descanso, tu nunca
tiveste uma só pátria, tão pouco
soubeste descansar, passaste a luta
dos cem anos para a eternidade
dos relógios de areia que nós somos.

O teu perdão Ubuntu desactiva
na oficina da Justiça a bomba atómica
da Corrupção e do Estado
da fome e do desprezo pelo Homem.

Aqui estás, meu pai Mandela, a me sorrir
jamais precisei apertar a tua mão
um homem como tu está sempre vivo
naqueles que amparam a Dor da Humanidade
podem passar outros cem anos que a esperança
quase khoisan dos teus olhos guiará
os rostos que tecendo vão a luz do Sol.

Luanda, 18 de Julho de 2018

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