Obrigado, Simão Souindoula

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Obrigado, Simão Souindoula, incansável e dedicado companheiro das inócuas armas da ensaística histórico-cultural, tu, que foste o primeiro a responder ao nosso apelo de contribuir com uma peça para o número inaugural deste jornal em 2012.

Obrigado, Simão Souindoula, incansável e dedicado companheiro das inócuas armas da ensaística histórico-cultural, tu, que foste o primeiro a responder ao nosso apelo de contribuir com uma peça para o número inaugural deste jornal em 2012.
Obrigado, Simão Souindula, irmão de tertúlias e debates, nosso mais-velho conselheiro, dono de um saber alicerçado no rigor da pesquisa e que connosco soubeste partilhar, com as inúmeras colheitas da tua lavra literária aqui dados para alimento dos leitores.
Obrigado, Simão Souindoula: partiste do nosso seio, desde o passado dia 8 de Janeiro (Dia da Cultura Nacional), mas o teu legado permanece gravado nas páginas deste órgão e nas páginas da nossa memória sobre as quais a tua palavra deixou marcas indeléveis.
Obrigado, Simão Souindoula, em nome dos nossos antepassados, os que lutaram e venceram, os que perderam e pereceram e os que arrastaram entre grilhetas a dignidade humana na longa travessia do Atlântico e, depois, numa diáspora gravada a ferro em brasa no dorso e pesada de trabalhos forçados, para recuperá-la no traço da Rota do Escravo, que tu soubeste, sob a égide da UNESCO, tão bem delinear, ao mostrar que nós, africanos, fomos os grandes fazedores não só materiais, mas também culturais da América e da Europa.
Obrigado, Simão Souindoula, a quem dedicamos, em preito de homenagem, estas palavras nós que, como o apóstolo Pedro, não temos ouro nem prata, mas, aquilo que temos, isso te damos, para que a tua alma, perdido o corpo, connosco permaneça.
Obrigado, Simão Souindoula.

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