Poema de Rossana Miranda

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OUVE-SE DAQUI O LIGEIRO RESSONAR
DAS ONDAS QUE SE FAZEM NO MUSSULO.

LIGEIRO
OUVE-SE DAQUI O LIGEIRO RESSONAR
DAS ONDAS QUE SE FAZEM NO MUSSULO.

DAS ESPERTEZAS E PARÓDIAS AMANHECIDAS NUM FORNO
TAL QUAL A NUVEM QUE O DETÉM ALI.

PERCEBE-SE DE LONGE O VAI E VEM DE PALAVRAS LIGEIRAS
QUE AO REDOR DO REDUTO MAIS LACÓNICO
TRANSFORMAM-SE EM METAFÓRAS EMBUÇADAS.

A MEMÓRIA É A CHAVE QUE ABRE A AREIA, OS BARCOS E OS SERES
QUE DENTRO DO SEU CANTAROLAR LIGEIRO
COMPLEMENTAM A FRASE DO PESCADOR QUE O DESCREVE.

O ASSOBIO DA NOITE CHEGA BREVE, ENALTECENDO ODORES,
BALANCEANDO FESTAS
COM A HEGEMONIA DE SENTIMENTO QUE SE FAZEM LIGEIROS
NUMA PARTICULA EVANESCENTE PELO SEU PODER.

O OUTRO LADO É CONOTADO POR SI SÓ
POR SER A AURÉOLA DA BRISA QUE INSISTE EM BATER DE
FRENTE COM A VIDA
SINGELA E FIGURADA COMO A ESCRITA DO POETA QUE ESPERA
EM CADA LADO, O SABOR DA BOÉMIA DA ILHA DESPIDA PELA IRA
DOS LÁBIOS DENOTADOS.






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