A fotografia na vida da Luika e do Yukisa

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“Se desejarmos ser fotógrafos profissionais teremos que nos considerar como polivalentes com aptidão para fotografar qualquer tema.”

Nos últimos tempos, o meu amigo aparece atrelado à sua sombra, uma das herdeiras que o representa com muito orgulho. E os comentários têm sido ­ Épá! Não é a "nossa bebé"!, oh, ela tá à vontade com a máquina fotográfica. É bonito de ver ­ assim já, o kota Zôzô ­ como diz o ditado popular: "quem sai aos seus não degenera". Sim, lidam com a fotografia desde o útero. É quase como que epigenético.

Porque, com criatividade, dedicação e um pouco de paciência, as coisas mais simples da vida se transformam em grandes acontecimentos de prazer e vaidade.

Nesta mesma actividade festiva, a tia da bebé que, na verdade, já não é nenhuma bebé, apareceu para dizer que também comprou uma máquina fotográfica, de marca Sony, 12 pixels, para o próprio Fabri, que era o sobrinho do querido amigo do meu amigo.

Na esteira dos vários comentários ali levantados, houve a necessidade do amigo do meu amigo esclarecer algumas dúvidas, tais como: qual era a melhor máquina fotográfica? A pixelagem ideal, etc e etc.

E como não podia deixar de ser, apegou-se aos ensinamentos do seu grande mestre Michael Langford (M.L), para explicar que a fotografia consistia essencialmente num conjunto de ciência prática, imaginação, habilidade técnica e capacidade organizativa.

A fotografia é um médium ­ um meio ou veículo para comunicar factos ou ficções, e para exprimir ideias. E o que realmente significa fazer fotografia? Se, de um lado, temos a maquinaria e o processo em si próprio, do outro, apresenta-se a variedade das abordagens em que se pode fixar a imagem ­ desde algo objetivo, factual e rigoroso, ao trabalho de expressão subjetiva e à livre interpretação.

O processo fotográfico propriamente dito, fornece os meios «de captar o que se vê», produzir imagens das coisas que nos cercam e sem termos de, trabalhosamente, os desenhar. E segundo o grande mestre M.L: "a máquina fotográfica é uma espécie de máquina do tempo, que congela qualquer pessoa, lugar ou situação que se deseje, parecendo dar ao utilizador da aparelhagem poder e determinismo."

A fim de esclarecer a dúvida da tia da bebé, que na verdade já era uma moça, feliz e vaidosa, o amigo do meu querido amigo explicou: os pixels são o equivalente eletrónico dos grãos de halogeneto de prata nas emulsões de película. Quanto mais pequenos forem os pixels ou os grãos, maior é a resolução da imagem captada.

Como afirmou M.L no seu livro "Fotografia Básica" e eu cito: "Não existe fórmula para poder avaliar o êxito de uma fotografia. Todos corremos o risco de «vermos o que queremos ver» no nosso trabalho, vendo de facto nas imagens o que queremos descobrir, ultrapassando as dificuldades quando premimos o disparador, sem nos determos no trabalho final."

A fotografa infantil, fotógrafa vaidosa, continuou pela festa adentro, reportando a noite.


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