António Ole abre 3ª edição do Vidrul Fotografia Uma lente atenta à vida da Ilha do Cabo

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"É o percurso. Começou e foi se espalhando ou expandindo", considera António Ole, o artista que no dia 3 de Junho abriu a terceira edição do Vidrul Fotografia, que acontece no Salão Nobre da União Artistas Plasticos e promete em próximas exposições os nomes Bruno Caratão, Hugo Salvaterra, Jordana Leitão e Sérgio Afonso. A exposição de Ole encerrou no dia 17 do mesmo mês.

António Ole abre 3ª edição do Vidrul Fotografia Uma lente atenta à vida da Ilha do Cabo
António Ole abre 3ª edição do Vidrul Fotografia Uma lente atenta à vida da Ilha do Cabo Fotografia: Paulino Damião

Começou a fotografar já há muitos anos, ainda na década de 70. Reuniu algumas das fotografias das primieras tiragens, foi selecionando algumas fotografias do presente e chegou a esta conclusão. Quis mostrar isso ao mesmo tempo. Faz fotografia com regularidade. Conseguiu criar um acervo significativo, onde assegura ter muitas coisas para mostrar.
As fotografias, também meio confessionário, acabaram por revelar que o artista tem uma grande paixão pela ilha e pela vida social do pescador: sua labuta de grande interação com o mar. “O tema me causa algum fascínio. Tive grandes amigos pescadores na Chicala. Hoje, praticamente não conheço a Chicala. Mas, dessas trocas, foi possivel colher imagens e alguns retratos que eu oferecia a eles e que agora trago”, disse Ole.
Levantamos a inquietaçao da sua lente permenorizadora e visão subejectiva que questionam a simples intenção da foto. Não é apenas foto. É um diálolo pela forma e pela cor. Ole confirma: “É pintura. É ligação à arte pura. A fotografia pode ser muito analítica. Para nós, pintores, a máquina fotográfica é uma ferramenta muito importante. Às vezes é mais pintura do que propriamente uma foto”.
Numa análise geral da entidade artística de Ole apresentada no dia da abertura, o curador/apresentador Andre Cunha entende-o como alguém que “respeita a tradição mas não tem qualquer interesse em produzi-la, antes altera-la”, sendo que “aproxima o espectador da sua obra. Da-lhe um papel importante e obriga-o a afastar-se do meramente estético para desenvolver um diálogo obrigatoriamente diferente de participante para participante, criando o mais variado espectro de emoções e estímulos que infelizmente ainda hoje não são comprendidos pelo público geral angolano, sendo em parte grande culpa da falta de formação artística no país."



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