António Tavares vence Prémio Leya 2015

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António Tavares vence Prémio Leya 2015
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O júri do prémio Leya, reunido em Lisboa, deliberou por unanimidade distinguir a obra O Coro dos Defuntos, de António Tavares, que assim será o receptor do Prémio LeYa 2015, no valor de 100 mil euros, o maior para um romance inédito em língua portuguesa.
Lê-se na declaração do júri, formado pelo poeta Manuel Alegre (presidente), pelos escritores Nuno Júdice (Portugal), Pepetela (Angola) e José Castello (Brasil), e ainda José Carlos Seabra Pereira, Professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Lourenço do Rosário, Reitor do Instituto Superior Politécnico e Universitário de Maputo, e Rita Chaves, Professora da Universidade de São Paulo: «Estamos perante um romance que tem uma construção sólida, conduzindo o leitor através de uma escrita que inscreve em paralelo o percurso do país e o do mundo ficcional, sem que um se sobreponha ao outro. O romance reanima, com conhecimento empático e com ironia, uma ruralidade ancestral - flagrante nos ambientes e nos modos de viver, nos horizontes de crença e nos saberes empíricos, na linguagem e na imaginação mítica. E é sobre esse fundo ancestral que vêm inscrever-se as notícias das transformações aceleradas do mundo contemporâneo e o jogo de alusão e de metáfora sobre o devir da nossa sociedade e o agonizar do antigo regime político – até ao anúncio da revolução.»

Sobre o autor
António Tavares (Angola, 1960) formou-se em Direito pela Universidade de Coimbra e é Pós-graduado em Direito da Comunicação pela mesma universidade. Foi professor do ensino secundário e, actualmente, exerce o cargo de vice-presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz. Escreveu peças para teatro, foi jornalista, fundador e director do periódico regional A Linha do Oeste. Fundou e coordenou a revista de estudos Litorais. Como romancista, obteve uma menção honrosa no prémio Alves Redol, atribuída em 2013 pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira ao romance O Tempo Adormeceu sob o Sol da Tarde, ainda no prelo, e foi finalista do Prémio Leya 2013 com a obra As Palavras Que Me Deverão Guiar Um Dia, publicado em Setembro de 2014 pela LeYa/Teorema e que posteriormente foi galardoado no Festival do Primeiro Romance em Chambéry, em França, e finalista do Prémio Fernando Namora.
(O site www.leya.com apresenta o regulamento e outros dados sobre como concorrer).

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