O estatuto da mulher e a dinâmica do desenvolvimento no espaço e no tempo

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Terminada a segunda guerra mundial, traçou-se uma nova ordem mundial e económica em que o surgimento das Nações Unidas é criada para combater todo o tipo e forma de guerra no mundo.

O estatuto da mulher e a dinâmica do desenvolvimento no espaço e no tempo
O estatuto da mulher e a dinâmica do desenvolvimento no espaço e no tempo

 Mas se nem sempre se consegue evitar muitos dos tumultos que a África tem conhecido nalguns dos países que a compõe, a Organização das Nações Unidas instituiu o dia internacional da mulher que se celebra a cada 8 de Março em quase todos os países deste planeta, como forma de combater toda a forma e categoria de violência. Até essa data nada havia de especial sobre a história das mulheres que se insurgiram contra a marginalização e a inferiorização do género feminino, nos postos de trabalho ou nos locais onde estavam muitas delas a fazer o mesmo esforço braçal dos homens que tinham que ir à guerra, com especial destaque para as duas primeiras guerras mundiais da Europa , a partir das quais se criou uma consciência da importância da mulher na construção e reconstrução de uma Europa dilacerada pela guerra, desde 1914 à 1945, com pequeno intervalo apadrinhado pelos tratados de paz de pouca duração, insuficientes para obrigar as mulheres a voltar à casa, para os serviços meramente domésticos e do campo. A mulher africana tem sido vista na devida perspectiva da cultura tradicional, mas é de dizer, que pelo seu esforço e determinação, não se deixou ficar aquém das mulheres europeia, no equilíbrio das suas relações com o ser masculino. A partir dos momentos passados de cada cultura aos nosso dias, o que mais se conseguiu é a mulher ter ganhado a consciência da imprescindibilidade da sua inteligência e sensibilidade, quer no lar, quer noutras áreas sociais e políticas , tendo chegado aos patamares de lideranças, muitas vezes com o apoio dos maridos evoluídos e cultos e também das famílias equilibradas, por capacidade intelectual e exigências da contemporaneidade que não se compadece com as justificações de hereditariedade da monarquia tradicional. O desenvolvimento da mulher na luta pela emancipação social e económica, foi reconhecida internacionalmente e com o evoluir dos tempos Março entrou na longa lista de celebrações que mobilizam os homens a serem mais gentis apaixonados neste dia 8 de Março. A evolução e a afirmação da mulher, criou novas regras de jogo no novo xadrez cultural mundial, a partir dos esforços e acesso a lugares de decisão, nos seus devidos países, com repercussão no mudo global. A personalidade da mulher de hoje é relevante para o equilíbrio das famílias e das comunidades onde elas se inserem. Muitas mulheres que hoje se apresentam claramente emancipadas, foram forjados nos partidos políticos. Esta verdade é tão presente nos países africanos como nos do ocidente, pelo que o desenvolvimento do género, já não se apresenta de forma utópica, mas sim suficientemente confirmada pelos pensamentos das mulheres, como a Indira Gandi que disse: “há dois tipos de pessoas: as que fazem as coisas e as que ficam com os louros. Procure ficar no primeiro grupo: há menos competitividade”. Madre Teresa de Calcutá, também foi muito profunda, nas suas reflexões sobre a vida quando disse: “sabemos que o que vamos fazendo é uma gota do oceano, mas o oceano seria menor se lhe faltasse essa gota”. Muito mais citações haveria por espelhar aqui, no quadro da cultura humana, quanto ao valor da mulher, não devendo apenas espelhar-se no mês de Março, o que a humanidade sente e pensa da mulher, porque tudo se esbate na cultura particular, que aos poucos se vai elevando para a cultura universal quanto à “igualdade do género”. Todavia, temos o dever de passar boas práticas familiares aos nossos jovens que olham para muitos de nós como boa referência para as gerações vindouras. Acredito religiosamente que homens e mulheres do meu país imbuídos das responsabilidades morais do resgate dos grandes valores da nossa cultura, podem construir um mundo melhor, onde os mais novos não se envergonhem da nossa fragilidade humana, mas sim, da nossa capacidade de acompanhar a evolução global do saber técnico e científico e passá-lo de forma dialogada, para tornar este cantinho chamado Angola, num verdadeiro lugar de desenvolvimento, de paz familiar e consolidação da cultura do trabalho, enquanto admiravelmente evidenciamos melhor crescimento da vida humana, quanto à estruturação dos valores superiores, alicerçados na educação escolar, na moral e noutras áreas do direito, economia e diplomacia no relacionamento com outros em que a presença da mulher não o privilégio de poucas, mas sim, o resultado do mérito reconhecido na execução das funções em todas as áreas da vida pública e privada.

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