O mais místico livro do planeta Terra

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Milhões de leitores em todo mundo continuam a creditar nos seus textos como sendo a obra autenticada pelo próprio Deus

Em 1808 nasce Mathew Maury, considerado o pai da oceanografia. Encontra a palavra "veredas dos mares" no livro poético de salmos 8:8 escrito há 2.800 anos e pensou consigo: "se o Criador afirmou ter veredas no mar, isso só pode ser uma pura das verdades, por essa razão vou ao encontrou destas veredas". Maury interpretou literalmente o pensamento bíblico e dirigiu-se ao gigante oceano para uma pesquisa árdua.

Mathew descobriu as correntes continentais quentes e frias. Alguns anos depois publica o que haveria ser hoje o mais extraordinário livro de oceanografia de todos os tempos tido como objeto de estudo em várias universidades de todo o mundo atingindo com rigor e atualidade o nosso século.

A nossa peça ensaística não se propõe a abordagem de vida e obra de Mathew nem dos salmos 8:8 como tendenciosamente nos sugere o anterior parágrafo. Revestimo-nos de humilde espírito de pesquisa e com o auxílio de especialistas, estudiosos e teólogos falarmos do mais extraordinário livro da humanidade, a Bíblia.

Escrito por 40 autores dos quais pescadores, reis, pastores, oficias do executivo, fazendeiros, médicos e poetas. Num prazo de 1500 anos a mesma tem sessenta e seis livros representando alguns destes o Levítico e Deuteronómio como sendo livros de Leis; Esdras e actos históricos; Salmos e Eclesiastes poéticos; Isaías e Apocalipse proféticos; Mateus e João biográficos e Tito e Hebreus epistolares.

Dennis Allan, especialista das sagradas escrituras, destaca os salmos como sendo uma coleção de 150 poemas divididos em 5 livros a maior parte dos quais escritos por David. O modo da composição dos textos literários e a apresentação típica dos títulos fez convencer peritos que 73 salmos pertencem ao Rei David.

Ao passo que apenas dois ao segundo Rei de Israel. Seu filho famosíssimo conhecido por Salomão terá escrito dois (sals. 72 e 127), Moisés um (sal. 90). Havia em Jerusalém indivíduos encarregues em dirigir os louvores: a Asafe, Eta e descendentes de Corá são atribuídos 25 dos salmos. Dennis afirma que cerca de um terço dos salmos não têm autoria identificada.

Ainda assim é hoje o encanto da humanidade e o refrigero da alma amargurada! O termo Bíblia tem origem grega, "bilion" é a palavra de Deus no conceito cristão único em que o Criador inspirou homens para revelar a sua vontade e realizações para humanizar o mundo. Escrito em três principais línguas da época: o grego, o hebraico e o aramaico.

Segundo teólogos consideram a bíblia representada em duas grandes divisões: o antigo testamento e o novo testamento: o primeiro testemunha a criação divina, a relação do homem com Deus e a cultura de diversos povos sobretudo Israel, Jerusalém e Canan. O segundo retrata a missão de Cristo na terra, a tarefa dos apóstolos, os milagres e a cura feitos por Jesus e o novo território celestial.

Usou-se a língua hebraica para escrever o antigo testamento e apenas alguns textos foram escritos em aramaico; o novo testamento é conhecido como um conjunto de livros escritos em grego. É Com profunda tristeza que se pode dizer que todos os livros originais da bíblia se perderam.

As produções do antigo e do novo testamento se fundamentam nas melhores e mais antigas cópias descobertas por arqueólogos. Grandes pergaminhos foram usados para se escrever o antigo testamento preparados em pele de cabra cujos escribas se encarregavam em copia-los, em regra cada livro era escrito em um pergaminho aparte, apesar de a Lei ser copiada em dois maiores pergaminhos.

A técnica usada para compor o antigo testamento em hebraico é a sua escrita de direta para a esquerda. Atualmente pesquisas mostram que o pergaminho de Isaías é o mais antigo fragmento do antigo testamento em hebraico diz-se que foi elaborado no decurso do século II a.C. tem muitas proximidades com o usado por Jesus na Sinagoga, em Nazaré, descoberta em 1947 incluindo mais documentos numa caverna perto do mar morto.

Robert Estienne clássico da bíblia nascido em paris em 1503 e tipógrafo, considerado um parisiense do século XVI foi o primeiro a imprimir a bíblia estruturando os capítulos bem como os seus versículos já numerados. Uma nota que merece maior realce é de que as primeiras vulgatas de Robert em suas edições passaram pelas censuras da direcção das faculdades da época embora com polémicas. Entretanto, no século XVII a vulgata foi tomada em apreço e divulgada como a bíblia oficial da universidade.

Para os cristãos apenas existem duas versões da bíblia dignas de crédito e de meditação, a dos católicos Romanos que é constituída por 72 livros autenticados a de outras denominações comportando 66 livros igualmente autentificados. O motivo das diferenças baseia-se no facto dos tempos remotos haver duas coleções de rolos que tinha o timbre sagrado

Porem, são atualmente o velho testamento. Os habitantes da cidade de Alexandria tinham como prática nos seus rituais e nas suas habituais leituras a coleção de 45 livros, ao passo que os palestinianos usavam apenas a de 39 livros. Entretanto, na época da tradução apareceram as diferenças.

No decurso dos litígios religiosos entre a igreja católica e a evangélica reformada conhecida ainda por protestante, assumiu oficialmente quase no século XVI, a coleção dos Judeus da palestina decorrente dos 39 livros do velho testamento como sendo a mais adequada. Nesta origem de diferença Dr. Valdino Alves adverte não haver disparidade no conteúdo divino.

Lá do alto do Concilio Vaticano II, o então papa Paulo VI decretou uma forte comissão com objetivo de revisar a vulgata e coloca-la em profundo estudos textuais e até linguísticos que provocou padronização e que se adequou a modernidade e a um latim bem estruturante. A referida revisão conheceu seu término em 1975 e teve a sua promulgação três anos depois pelo papa João Paulo II.

Desde o surgimento da vulgata o ocidente preocupou com a erradicação do evangelho no "continente berço". Em 1857 a sociedade Tsuana teve a primeira contemplação de uma tradução pura no ponto de vista do rigor bíblico numa língua genuinamente africana. De seguida começaram a surgir mais e mais traduções dos idiomas maternos do continente africano algumas delas já viam com o termo Deus e Jeová derivados do velho grego.

Postas as obras divinas ao serviço dos crentes e para moldar os ateus e os que tinham crenças a outros deuses, vieram ao longo deste processo da consolidação bíblicas homens que não se importavam com a palavra de Deus e criaram revisões e novas traduções fora do padrão teológico.

São homens que tinham como superstição o guia e o centro das suas vidas, entretanto guiados pela tradição judaica mudaram a designação divina pela equivalência de senhor ou Deus. Ainda assim, os cristãos africanos reconhecem a intervenção Europeia e Americana em África para a conversão do homem africano.

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