Ordem Rastafari: uma (sub)cultura de paz e amor

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Quem nunca terá visto um homem rasta? São fáceis de serem reconhecidos pelas suas características próprias.

Ele disse num dos seus discursos em 1929, "olhe para a África, onde um rei negro será coroado, ele deve ser o seu Redentor." Esta declaração se tornou a base do movimento Rastafari.

Para se ser um verdadeiro rasta, é portanto necessário reconhecer e aceitar a identidade etíopeisraelita, conservar a plenitude da identidade histórico-cultural africana, é ainda fundamental conhecer os fundamentos da divindade de Sua Majestade Imperial Haillé Selassié I, cuja descendência vem da casa de Israel na linhagem Salomónica.

O homem rasta, na sua filosofia de vida, pauta-se por uma vida de consagração ao Criador, aceitando estritamente a moral e as leis divinas do Jah (forma poética do nome de Deus, Jeová). É dizer que o rasta angolano, sendo ele bantu, não pode viver indiferente à existência da divindade.

Tem uma experiência religiosa que mergulha no místico da realidade divina sem a qual a sua vitalidade constitutiva não teria origem nem teria sentido, conforme escreve Pe. Raul Altuna (2006).

O homem rasta ama e respeita a irmandade da humanidade pelo que desaprova o ódio, o ciúme, o racismo. Rastaman só quer paz e amor, é seu dever ajudar qualquer humano, animal e planta.

Ser rasta não é apenas vestir-se coloridamente de África, não é ser um antissocial e viver à margem da sociedade, das suas leis e da sua realidade.

Nas cerimónias espirituais e ritualísticas da comunidade rasta, o nyabinghi, o rasta, busca intensamente o encontro com Deus. Jah RastafarI consola e fortalece o guerreiro para enfrentar os dias difíceis e suportar a perseguição babilónica que controla o mundo.

Assim, o rasta resiste ao mal das bebidas alcoólicas, da alimentação prejudicial, de qualquer atividade criminal e, como verdadeiro filho de Jah RastafarI, foge da prostituição, adultério, fornicação e todas as licenciosidades dominantes no mundo moribundo.

Como diz a Bíblia, eles foram e serão odiados pelos homens, acusados falsamente, objetos de escândalos e perseguidos por serem RastafarI.

Não há necessidade de temer o homem rasta, como vimos, o rastaman só quer paz e amor. Permita-se conhecê-los e entendê-los para lidar com o choque cultural, sim, devido à não familiaridade.

Nós achamos que as práticas culturais da nossa sociedade são as adequadas e representam a norma, e isto resulta em o irmão se surpreender e se perturbar por perceber que o homem rasta tem filosofia de vida diferente.

Os costumes rasta podem parecer estranhos mas concorrem apenas para a busca intensa do Criador Jeová, Jah RastafarI.

Assim sendo, aprenda a viver na diversidade cultural e busque olhar a vida de um modo mais tolerante e com amor ao próximo respeitando sua cultura.

Aos irmãos na comunidade, Feliz Ano Novo, reflitam seriamente nesse novo ano teocrático nas palavras de Sua Majestade Imperial, sobre um novo modo de vida:
"O que buscamos é um novo e diferente modo de vida.

Procuramos um caminho no qual todos os homens serão tratados como seres humanos responsáveis... um modo de vida onde a ignorância e miséria, se não forem abolidas, sejam ao menos excluídas e também ativamente combatidas; um modo de vida onde as bênçãos e benefícios do mundo moderno possam ser desfrutados por todos sem o total sacrifício de tudo que fosse bom e beneficente na antiga Etiópia.

Nós viemos e somos do povo, e nossos desejos derivam dele e são dele.”
Que JAH abençoe a todos os viventes da terra.

Mulemba waxa Ngola, aos 07 de Setembro de 2012, 04h52

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