Requiem pelo arquiteto Fernando Batalha

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Faleceu dia 22 de Maio, aos 104 anos, em Lisboa, o arquiteto português Fernando Batalha, autor do maior inventário arquitetónico de Angola, que concluiu o Palácio do Comércio, hoje Ministério das Relações Exteriores da República de Angola, autor entre outras obras do Palácio do Governador em Benguela.

Este `monstro' da arquitetura do tempo colonial (criticado muitas vezes pela sua modernidade) esteve fixado em Angola desde 1935 e manteve-se em África até aos 83 anos, integrando gabinetes de arquitetura e urbanismo e expandindo a atividade à investigação nas áreas da etnografia, história e arqueologia. Fernando Batalha fez os planos do pavilhão principal da Exposição-Feira de Angola, em 1938, concluiu o Palácio do Comércio e assinou o projeto original do Grande Hotel, em Luanda, cuja construção seria proibida pelo ministro das Colónias de então, Vieira Machado, pelas "linhas demasiado modernas" que se propunham.

A reconstrução do Palácio do Governo de Benguela, o Grande Hotel de Angola e o cinema Monumental, na cidade, assim como do Mercado Municipal de Huambo são outros projetos da autoria de Fernando Batalha.

Publicou, entre outras obras, "Urbanização de Angola" (1950), "Em Defesa da Vila do Dondo" (1963) e "Em Defesa do Património Histórico e Tradicional de Angola" (1963).

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