A guerra que dividiu um país em transição

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A Revolução dos Cravos eclodiu no dia 25 de Abril de 1974 em Portugal. Em presença deste acontecimento político, a autonomia política dos povos das colónias portuguesas.

1. Angola e a Operação Savannah
A Revolução dos Cravos eclodiu no dia 25 de Abril de 1974 em Portugal. Em presença deste acontecimento político, a autonomia política dos povos das colónias portuguesas estava à vista e era, nessa altura, um dado irrefutável. Os movimentos de libertação de Angola concertaram uma plataforma de entendimento e rubricaram os acordos entre si rumo à transição politica. Mas as desinteligências entre eles e os interesses externos torpedearam tudo e o país mergulhou na guerra.
Por força das alianças que os diferentes actores angolanos estabeleceram, a África do Sul envolveu-se no conflito de Angola e desencadeou a Operação Savannah para defesa dos seus aliados e dos seus interesses. A Operação Savannah é a operação militar terrestre levada a cabo pelas Forças de Defesa da África Sul no período de Outubro de 1975 a Março de 1976. A Operação Savannah estruturou-se em três áreas operacionais: no Norte de Angola (Área Operacional nº3) em apoio às forças coligadas (FNLA/Forças Especiais de Santos e Castro/ Exército Zairense) e no Sul e Leste de Angola (Área Operacional nº2) em apoio às forças coligadas (UNITA/FNLA).
O Comando da Operação Savannah (Comando da Força Tarefa 101) fixou-se, entretanto, em Rundu na Área Operacional nº1 (território de Angola mais o Norte do Sudoeste Africano até à Faixa de Caprivi). Esta exposição sobre a Área Operacional e a sua delimitação é descrita em conformidade com o documento oficial: SIGNAL INSTRUCTION Nº1/75 COMAND AND CONTROL, Desclassified (2008-01-29). Estas informações constam também de livros de autores Sul-Africanos.
Nesta base, em Setembro de 1975, as Forças de Defesa da África do Sul começaram a preparar os seus aliados do ponto de vista militar, bem como forneceram meios de combate sem contar com outros meios que os seus aliados já tinham recebido da República do Zaíre. Com estas condições, eles começaram os combates contra as FAPLA nos primeiros dias de Outubro de 1975 (conforme testemunhos do Coronel (reformado) Osvaldo Leitão, chefe do Destacamento de Carros Blindados da 9ª Brigada de Infantaria Motorizada na direcção Sul). De resto, os resultados desses combates permitiram a parte sul-africana avaliar o dispositivo das FAPLA e nesta base eles solicitaram reforços (conforme testemunhos do Brigadeiro General (reformado) sul-africano Willem van der Waals, chefe da Agrupação Militar das Forças de Defesa da África do Sul e oficial de ligação junto das forças militares da UNITA na Área Operacional nº2).
Assim arrancaram as acções operacionais militares de larga envergadura com a Força Tarefa Zulu, constituída pelos grupos de combate Alpha e Bravo, no dia 14 de Outubro. Esta força empreendeu a sua ofensiva militar desde o Sudoeste em direcção ao Centro de Angola. A missão desta força era alcançar Novo Redondo até ao dia 11 de Novembro de 1975. O passo seguinte seria “lançar uma blitzkrieg para o Norte, em direcção ao rio Kwanza”.
A segunda agrupação militar, Força Tarefa Foxbat, entrou em combate no dia 24 de Outubro de 1975 em apoio às acções militares da Força Tarefa Zulu. Depois, em Novembro de 1975, as Forças de Defesa da África do Sul introduziram no teatro operacional os grupos de combate X-Ray e Alpha, cujas acções se fizeram sentir nas direcções Centro e Leste. Perante o avanço da Forca Tarefa Zulu na direcção Oeste, instruendos das Forças Armadas Populares de Libertação de Angola (FAPLA) mais alguns instrutores das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba (FAR) partiram de Benguela e foram ao encontro das forcas contrárias. À Norte de Catengue, eles passaram a defesa com poucos meios de combate que dispunham naquele momento. Assim tiveram lugar, nos dias 31 de Outubro e 1 de Novembro de 1975, os primeiros combates entre FAPLA-FAR e as Forças de Defesa da África do Sul. Estes combates são narrados na primeira pessoa por Gonzalo del Valle Céspedes, que era o chefe militar da força conjunta FAPLA-FAR no terreno. Ele explica na sua obra de memórias, Al Encuentro de Lo Desconocido, como se desenrolaram os combates e destaca:
Detener aquel enemigo tan poderoso durante casi seis horas de combate y haberlo golpeado con tan reducidas fuerzas, era una victoria militar relevante; para nuestros bisoños soldados, que además habían recibido su bautismo de fuego, significaba sin duda alguna, una hazaña. En este combate pudimos destruirle al enemigo tres tanques, un yipi artillado i dos camiones con tropas. Sufrieron un número considerable de muertos y heridos que no pudimos precisar.
As Forças de Defesa da África do Sul viram a sua marcha interrompida por mais de cinco horas e tiveram baixas em homens e meios. Mas elas foram capazes de manobrar e retomaram o seu movimento ofensivo em direcção ao Norte, utilizando uma estrada secundária a Oeste de Catengue. Esta manobra surpreendeu a parte contrária. Aliás, as FAPLA/FAR desconheciam a existência dessa via alternativa na direcção Catengue-Cubal-Sá da Bandeira. O erro táctico das FAPLA/FAR favoreceu a marcha das Forças de Defesa da África do Sul e foi a causa do aniquilamento do seu segundo escalão, que tinha montado a sua defesa em campo aberto, conforme conta Gonzalo del Valle Céspedes.
Perante o avanço do inimigo em direcção a Benguela, as Forças Armadas Populares de Libertação de Angola (FAPLA) mais outros instrutores das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba (FAR) recuaram e passaram nessas condições à defesa na linha de Porto Amboim. Aqui eles aproveitaram as características geográficas do terreno e fortaleceram a sua defesa até que, no dia 5 de Novembro de 1975, as Tropas Especiais das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba (FAR) começaram a tomar parte nos combates no âmbito da Operação Carlota. Os esforços conjuntos das FAPLA/FAR permitiram conter o avanço inimigo e estabilizar a linha da frente na direcção Centro-Sul, por enquanto no Leste decorriam esforços das FAPLA/FAR no mesmo sentido.
Já na Área Operacional nº3 (Norte de Angola) tiveram lugar combates entre as Forças Armadas Populares de Libertação de Angola (FAPLA) e o Exército de Libertação de Angola (ELNA) nos meses de Setembro e Outubro de 1975. De seguida, na base do Plano Operacional de 4 de Novembro da FNLA, a força coligada ELNA/Exército Zairense/Santos e Castro/Sul-Africanos empreendeu a sua ofensiva em direcção a Luanda, no dia 10 de Novembro de 1975, mas ela esbarrou contra o sistema defensivo das FAPLA/FAR no morro do Kifangondo. De seguida, o sistema de fogo das FAPLA/FAR aniquilou com a sua contrapreparação artilheira o lado contrário. Assim teve lugar a Batalha de Kifangondo. As forças da coligação ELNA/Exército Zairense/ Santos e Castro/Sul-Africanos viveram a "face da batalha" nos moldes em que narra o historiador militar John Keagan.
Eles estiveram perante um cortejo de mortes, pânico, fuga, recuo e desordem. A vitória alcançada moralizou as FAPLA/FAR e permitiu ao MPLA proclamar a independência no dia 11 de Novembro de 1975, bem com ela acalentou os combatentes em todas as frentes da luta. Na Área Operacional nº3, as FAPLA/FAR continuaram com outras acções militares, a partir de Dezembro de 1975, que se enquadraram no âmbito da ofensiva posterior. Esta ofensiva culminou com a expulsão da coligação ELNA/Exército Zairense/ Santos e Castro/Sul-Africanos do território nacional, bem como com a captura de mercenários de várias nacionalidades.
Na Área Operacional nº2 (Centro, Sul e Leste Angola), apesar da proclamação da independência, os combates continuavam renhidos. As forças de ambas partes manobravam, chocavam, atacavam e contra-atacavam. De parte das FAPLA/FAR, o interesse era manter a linha da frente estável sem ceder terreno e sem permitir incursões acima das suas linhas. De parte das Forças de Defesa da África do Sul mais os seus aliados, o interesse era progredir acima da linha em que se encontravam e se possível marchar até ao rio Kuanza, Salazar, Malange, Henriques de Carvalho e noutros pontos, segundo a ideia do plano operacional do Comando da Força Tarefa nº101. Se isso fosse alcançado, a África do Sul teria condições de negociar a retirada das suas forças e imporia o seu ponto de vista em termos de um governo de coligação entre os três movimentos (MPLA, FNLA e UNITA) em Angola.
Nessas condições de elevada pressão devido aos combates, as FAPLA/FAR registaram perdas num combate devido à iniciativa inimiga e ao seu ataque de surpresa. As perdas foram significativas. Diante deste resultado, as Forças de Defesa da África do Sul mantiveram a iniciativa de ataque. Nestas condições, a parte contrária manobrou em busca de condições mais vantajosas. Quando uma unidade das Forças de Defesa da África do Sul estava a progredir, entretanto, ela confrontou-se com uma barreira de fogo devido ao combate de encontro das partes. A partir daqui tiveram lugar quatro combates consecutivos sem chances para as unidades da Forças de Defesa da África do Sul. Esses combates tiveram lugar a Sudoeste de Tunga, no dia 20 de Novembro de 1975. Nesses combates, as FAPLA/FAR saíram-se vitoriosas devido à atitude denotada e visionária do comandante Gonzalo del Valle Céspedes. Ele narra, com base nos seus registos, o seguinte:
La batalla de Tunga, a mi juicio poco conocida, tuvo sin embargo, una importancia de carácter estratégico y fue una página heroica de aquella guerra escrita por las tropas angolana-cubanas en el sur de Angola, ya que si hubiéramos sido derrotados allí aquel día por los surafricanos, estos hubieran podido ocupar Quibala donde no teníamos otras fuerzas con que defenderla. Hubieran quedado aisladas las tropas, que bajo el mando directo del jefe de (Misión Militar Cubana en Angola) MMCA, combatían en la zona de Novo Redondo y hubieran cercado a los que defendían Catofe sin posibilidad alguna de escapar. Ante tal situación, se habría perdido todo el sur del país a más tardar el 21 de noviembre.
A partir del 22 los surafricanos hubieran podido avanzar libremente en dirección a Luanda, donde tampoco contábamos con medios y fuerzas que se les opusieran.
A Batalha do Tunga foi essencial para as FAPLA/FAR e para a Frente Centro. No prosseguimento dos combates teve lugar, no dia 23 de Novembro de 1975, a Batalha do Ebo. Nesta batalha as Forças de Defesa da África do Sul averbaram mais uma derrotada. Elas tiveram baixas significativas em meios técnicos e homens. Este momento moralizou muito mais as FAPLA/FAR e criou as condições para o prosseguimento das acções ofensivas num outro nível. Os combates prosseguiram durante o mês de Dezembro de 1975. Como a independência de Angola estava a ser objecto de reconhecimento, “em 29 de Janeiro (de 1976) (as FAPLA/FAR passaram à ofensiva nas) Frente Sul e Frente Leste, até a linha ao sul de Benguela-Huambo-Cuito-Bié-Luena (…).”
As operações militares prosseguiram até à libertação, em Fevereiro de 1976, das regiões Centro, Sul e Leste. Por esta altura, a Organização de Unidade Africana (OUA) já tinha reconhecido o Governo de Angola. Depois os combates continuaram até ao momento em que as FAPLA/FAR alcançaram «a linha Namibe-Lubango-Matala-Menongue-Cuito Cuanavale» e outros pontos em Março de 1976. Assim, as Forças de Defesa da África do Sul recuaram por completo. Assim caiu por terra o mito da sua invencibilidade.

A Operação Savannah
e as Mudanças Estratégicas
Analisando outros aspectos desta operação, partindo do ponto de vista de membros das extintas Forças de Defesa da África do Sul, há que destacar. Segundo o Coronel Jan Breytenbach, que comandou a Força Tarefa Zulu, a “Operação Savannah foi uma brilhante operação na maioria dos aspectos tácticos, mas estrategicamente isso falhou miseravelmente”. Neste ponto é preciso reter que o sucesso táctico das Forças de Defesa da África do Sul só foi possível porque a Operação Savannah decorreu num espaço territorial onde havia um vazio de segurança e inexistência de Forças Armadas. O vazio resultou da retracção das Forças Armadas Portuguesas e da divisão do país. As FAPLA eram uma força incipiente.
Do ponto de vista das operações terrestres, diga-se também em abono da verdade, estas operações militares podem ser desencadeadas contra uma força armada organizada ou não. Por outras palavras, as operações terrestres devem ser levadas a cabo contra quaisquer grupos armados independentemente do seu estado de organização e os seus resultados são objecto de valorização. Esta pode pender a favor de uma força armada mais bem organizada ou de uma força armada mal estruturada. E, falando em força mal estruturada, os combates de Catengue demonstraram perfeitamente isso porque os FAPLA/FAR impediram o avanço da Força Tarefa Zulu por mais de cinco horas. Isto retardou a progressão em direcção a Benguela e mais adiante. O mesmo sucedeu na Batalha de Tunga pois na localidade em referência só havia uma companhia FAPLA/FAR. Esta suportou sozinha as quatro acções ofensivas das Forças de Defesa da África do Sul. Além do mais, esta companhia voltou a fazer a diferença na Batalha do Ebo mais em parceria com as tropas especiais.
Voltando à nossa análise, o estado incipiente das FAPLA foi a razão do apoio das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba (FAR). Assim, estas forças em conjunto fizeram a diferença e travaram o avanço contrário. Logo o ritmo ofensivo das Forças de Defesa da África do Sul diminuiu e elas foram incapazes de prosseguir o seu avanço. Recuaram e se retiraram. Daqui para frente eles passaram a invocar um conjunto de insuficiências de parte das suas forças e colocaram em destaque outros entraves ao sucesso das suas forças, como sejam os desacordos entre os políticos no seio da cúpula governamental da África do Sul até à falta do apoio militar e diplomático americano. Entre mais outros tantos argumentos. Já o Brigadeiro General (reformado) sul-africano Willem van der Waals reconhece o fracasso e, ao mesmo tempo, destaca: “o fracasso estratégico da Operação Savannah, juntamente com a sua queda política e também as lições operacionais apreendidas, o chamado «efeito choque», teve o efeito de produzir uma mudança fundamental da organização, doutrina, equipamento e défice estratégico (das Forças de Defesa da África do Sul)”.
Os resultados desta operação terrestre, conforme sucedeu com outras tantas operações terrestres por este mundo, serviram como de ponto de reflexão e de mudança a diferentes níveis. Do ponto de vista político e militar, o poder político da África do Sul, com P. W. Botha à cabeça, inscreveu os desafios da África Austral no âmbito da “Guerra Total). Esta visão foi a base da mobilização dos esforços nacionais como um todo e da difusão da ideologia da (Guerra Total) no seio da sociedade sul-africana . Por força desta ideologia, o poder político do tempo do apartheid concebeu uma estratégia político-militar geral mais agressiva e formulou estratégias particulares na mesma linha de conduta. As doutrinas estratégicas também mudaram devido aos interesses e às metas nacionais, bem como eles conceptualizaram outras doutrinas de defesa, incluindo uma doutrina de dissuasão nuclear limitada.
Mas a postura agressiva foi mais um erro por parte da África do Sul porque os resultados da Operação Savannah já tinham mudado a estrutura da balança do poder regional. Esta mudança deixou bem evidente que jamais ocorria uma vitória de sua parte por via da guerra e muito menos eles estavam em condições de influenciar os processos políticos regionais à luz dos seus interesses. Os resultados da Operação Savannah já indicavam a necessidade da mudança do ponto de vista político no plano interno e regional. Por outra, as reformas deveriam iniciar após o fim da Operação Savannah. Só que os registos históricos da luta política africânder mais o seu nacionalismo falaram mais alto. Assim as mudanças só chegaram mais tarde e no meio de uma elevada pressão interna e externa, o que não foi bom para o processo da transição democrática na África do Sul, embora eles proclamem o inverso. Na verdade, faltou visão de parte do Partido Nacional porque a mudança só se operou depois de quase duas décadas (1976-1994).
Conclusões
Vimos aspectos relativos à Operação Savannah. Esta operação terrestre consta dos registos históricos do período de transição política em Angola, bem como ela contém lições militares e de defesa e segurança.

(Texto da aula aberta proferida no dia 11 de Abril no Instituto de Estudos Politicos da Universidade Católica Portuguesa. Participaram estudantes do curso de Relações Internacionais, no âmbito da disciplina War Studies sob coordenação do Professor Doutor Proença Garcia.)

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Bibliografia

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BREYTENBACH, Jan (1986) Forged In Battle, Saayman &Weber, Cape Town.
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CÁNTER, Milton Díaz (2006) Operación Carlota Pasajes de una Epopeya, Casa Editorial Verde Olivo, Habana.
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CRUCES, Urbelino S. B. Correia (2017) Operação Carlota no Contexto da Guerra Fria (1975-1976), in Anais da Conferência Angola: Guerra de Libertação e Independência, 25 e 26 de Agosto 2015, Forças Armadas Angolanas/Mayamba, pp. 198-226.
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KENDALL, Bridget (2017) The Cold War a New Oral History of Life between East and West, BBC Books, London.
WILLIAMS, David (2008) On the Border The White South African Military Experience 1965-1990, Tafelberg, Cape Town.
Ver David Williams.: «In the event, Pretoria decided to support Unita, and South Africa's involvement gradually escalated (2008, p. 69). »
Em Rundu, eles instalaram o Comando da Força Tarefa 101 sob direcção do Major General André van Deventer. Idem, p.69.

Ver Anexo nº1 do livro O Fracasso da Operação Savannah (Angola, 1975), Miguel Júnior (coordenação), 2011, pp. 180-181.

É preciso considerar, antes de mais, que um pelotão de infantaria mais dois carros blindados das Forças de Defesa da África do Sul já tinham ocupado Calueque, localidade da província do Cunene, em 9 de Agosto de 1975. Ver David Williams, 2008, p. 68.
Ver obra de Bridget Kendall, The Cold War a New Oral History of Life between East and West, 2017, pp. 365-383.
Ver texto Operação Savannah: Apoio Militar Sul-Africano à UNITA (1975-1976) da autoria do Brigadeiro General (reformado) sul-africano Willem van der Waals, in Anais da Conferência Angola: Guerra de Libertação e Independência 25e 26 de Agosto 2015, Forças Armadas Angolanas/Mayamba, 2017, pp.177-197.
Gonzalo del Valle Céspedes, 2005, p.44.
A Operação Carlota é a acção de projecção de forças e meios das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba em apoio às FAPLA:
O resultado desta batalha é conhecido, em círculos militares das antigas Repúblicas da África do Sul e do Zaíre, como a «Battle of Death Road».
Nelson Gaspar e Daniela Costa contam, no livro Companhia de Intervenção de Defesa Popular Corvos ao Imbondeiro, o avanço das FAPLA/FAR a Norte (2016, pp. 64-70). Da mesma maneira, Jorge R. Fernández Marrero e José A. Gárcia Blanco colectaram informações sobre o avanço a Norte das FAR/FAPLA, In Angola Saeta al Norte (2003).
O destacamento das Forças de Defesa da África do Sul, que se encontrava na Área Operacional nº3, composto pelo Brigadeiro Roos e mais 26 homens, foi evacuado no dia 28 de Novembro de 1975 pela fragata anti-submarino SAS President Steyn. Sobre esta evacuação do campo de batalha, o General André van Deventer disse: 'For me, that was one of the longest nights of Savannah' [...], 'but the navy did exactly what we expected of them.' Ver David Williams, 2008, p.70.
Gonzalo del Valle Céspedes, 2005, p.91.
Em depoimentos de membros das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba (FAR) sobre a Operação Carlota, no período em análise, o General de Brigada (reformado) Fernando Vecino Alegret, adjunto do comandante do contingente militar nessa altura, destacou: «Ya habían tenido una victoria muy importante, el 23 de noviembre, em Ebo. Ellos destrozaron una columna motorizada sudafricana. (...) En aquel momento estábamos preparando la ofensiva nosotros, y surgió más bien un concepto estratégico de defensa activa en el sur, porque había una superioridad: fuerzas y medios muy favorables a los sudafricanos [...]. In Operación Carlota Pasajes de Una Epopeya, 2006, p.52.

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