História, Memória e Identidade

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Njinga a Mbande

O Seminário foi organizado em Seis (6) Painéis, onde se analisaram questões da História, da Memória e da Identidade, tendo sido apresentadas dezoito (18) comunicações em que se debateram:

PAINEL I – Njinga a Mbande: Identidade, Cultura e Espiritualidade;
PAINEL II – Njinga a Mbande: Soberania e Estratégias Políticas e Económicas;
PAINEL III – Escravatura e Tráfico Negreiro;
PAINEL IV – O Legado de Njinga a Mbande em África e no Mundo;
PAINEL V –Njinga a Mbande e Aimé Césaire: Uma Continuidade Dinâmica;
PAINEL VI – A Universalidade de Aimé Césaire.

Ao longo dos debates foram evidenciados aspectos sobre as fontes existentes e que revelam a trajectória de Njinga a Mbande, nomeadamente os manuscritos e edições que trazem a memória, a história e a universalidade, bem como a análise comparativa das mesmas. Foi ainda analisado o papel preponderante de Njinga na diplomacia, na resistência à ocupação colonial e à dominação cultural.

Relativamente a Aimé Césaire foram realçados aspectos da sua universalidade na luta da Resistência Negra, reflectidos na sua acção pela reapropriação da Identidade Cultural Africana.

Após análise e debate dos temas apresentados, os presentes recomendaram:

1- Uniformizar a grafia do nome da Soberana Njinga a Mbande;
2- Incentivar o estudo cronológico da vida e obra da Soberana Njinga a Mbande e de Aimé Césaire;
3- Transcrever para português moderno as Cartas e toda a documentação sobre a Soberana Njinga a Mbande;
4- Criar um website sobre a Soberana Njinga a Mbande;
5-Reler as fontes orais e escritas sobre a Soberana Njinga a Mbande tendo em conta os instrumentos teóricos e metodológicos disponíveis actualmente;
6- Divulgar continuamente o legado académico e ideológico de Aimé Césaire;
7- Propor a inclusão da correspondência de Njinga a Mbande no programa Memória do Mundo da UNESCO;
8- Propor a revisão dos critérios de avaliação sobre o heroísmo em África, no âmbito do Renascimento Africano;
9- Promover o estudo e a reconstituição dos símbolos e figuras históricas nacionais;
10- Preservar os valores da ancestralidade angolana que levaram a luta de resistência e à libertação nacional;
11- Traduzir as obras de Aimé Césaire para Língua Portuguesa;
12- Incentivar os artistas a criação de obras que internacionalizem o legado da Soberana Njinga a Mbande.

Durante o Seminário, os participantes foram brindados com momentos culturais, com a exibição do grupo de dança “Ngunza ku Marimba” da província de Malange e a actuação do cantor José Maria Boyote.

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