Kianda: A cara desta cidade Luanda

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Luanda, hoje o centro político e Administrativo

Kianda: A cara desta cidade Luanda
Luanda Metrópole Fotografia: Arquivo

Foi no mês de Janeiro que atribuladamente nos meandros de 1575, Paulo Dias de Novais atracava as margens da cidade de “Luanda” uma confluência que na altura sob domínio do Mani do Soyo. Daqui pra-lá da história, Luanda, hoje o centro político e Administrativo da República de Angola. Falar de Luanda é falar do mundo, se calhar muita gente diz que não melhorou nos seus objectivos plasmado como uma metrópole, mais, de certeza exige de cada um de nós mas sensibilização, constituindo toda uma artéria um pouco que qualquer de nós os citadinos ou turistas.
Kianda, a cara desta cidade Luanda! Somos nós “todos” a nossa casa comum onde podemos gritar bem alto como as ondas do mar da ilha do Cabo (a nossa causa comum). Ainda a quem diz que a nossa Luanda é retalho das nossas vidas, visto estarmos a viver um momento de paz, um sistema de mentalização das mentes no que concerne a modernização, assim diz, o musico Yanick Afromam, a mentalidade! Então há um debate sério para um processo implacável que nos reustara a problemática sobre a criminalidade e os efeitos nocivos de bebidas alcoólicas que vagueia as nossas ruas quando assunto é festa rija.
Segundo o prelo de um cartoonista a cristalização da periferia á urbanização ainda descarta uma discussão daquelas, mas a bom nível, onde a própria beleza ainda encanta o universo da minha Luanda.
Minha Luanda! Luanda pérola de amor Com o sol aberto tudo que ela encanta me tenho dado em propicio amor Luanda pérola de amor a cisma aventura de uma civilização Luanda pérola de amor! De mulheres nuas ao sol navegando as praias duma ilusão profunda
Luanda pérola de amor quando brilha radiosa no mundo não tem igual Luanda igual aqui não existe…
Luanda também é vista como paixão das oportunidades, é aqui que no tempo do “kibulo” nas zonas rurais ou nos centros urbanos do país eram atacadas por forças irregulares ou até então rebeldes e os nossos familiares viam buscar aqui o refugio a esta pacata cidade a sul do litoral norte de Angola.
Segundo relatos encontrados na antologia (portugalidade) com o título (Nós Somos Nós Todos), coordenado pelo professor do ensino geral, António Simões, diz: para estabelecer relações entre a Coroa portuguesa e o potentado angolano, indicado então a missão á Paulo Dias de Novais, pela Dona Catarina, viúva de Dom João III. Partindo de Lisboa a 22 de Dezembro de 1559, a sua frota tocou em Cabo- verde e São- Tomé antes de atingir a foz do cuanza, em Março do ano seguinte.
O grande patrono da cidade de Assunção de Luanda, hoje Luanda, de todos nós angolanos, mas que tem os seus povos naturais, quer seja (os de Luanda) e assim (os Kaluandas) ou como referem os historiadores (os Axiluandas) uma tribo ou grupo linguístico predominante dos Bakongos do Soyo e os Ambundos das margens do rio Kwanza, o grande rio de Angola que dá nome a nossa moeda nacional.
Kianda! Então kianda um canto a sereia, que emociona-se o meu coral na voz de Filipe Mukenga, e se for assim, cimentar-lhe o espírito como tunga e arregaça-lhes as mangas como pescador da ilha com um cabo a rede traz-lhes o peixe ao cabo da ilha aí na velha Barracuda (o nosso ponto final) que diz o kota Eduardo Paím nas suas passadas com a Rosa baila.
No decorrer e correr melódico de Carlos Buriti está o Pombal de Amor que a nossa ilha de Luanda, oferece.
Oh Quianda! Quiandina teu olhar exemplaridade
Uterina onde a cafeína anti-discursiva a solta bamboleando
A leitura corporal
O êxtase das ondas como se o teu rosto mergulham-se um conto
De Lurdes Van-Dúnen, um recital de Kanguimbo Ananás, uma crónica da vida e os mambos da banda com um Mahézu do Carmo Neto e então íamos (se fossemos) visitar de gentes do meu bairro na prosa poética de Jorge Macedo á minha avo vai (iria) gostar, só depois, embriagar-me-ei de uma chuva poética de Manuel Rui na minha bandeira viva Ngola e de contos de feiticeiros traria a oratura histórica de um extracto de Luís Mendonça sobre Óscar Ribas, com os hábitos e costumes, bem como os modus vivendi dos habitantes desta cidade linda como musicou Dionísio Rocha.
Luanda a cidade que vive em nós…
Dos poetas
Dos escultores
Dos políticos
Dos cantores
Dos jogadores
Dos trabalhadores
Dos pescadores e operários
No amanhecer da zungueira vive a tua voz de cidadania nossa Luanda. Na entrevista ao politico está a informação em tempo real nossa Luanda.
É só em Luanda um agreste que se viu esforçado a construir como um pólo atractivo das cidades e prova disto a nossa República de Angola, também se pode imortalizar-se por várias pistas de danças “a palavra e seus ritmos retumbados numas passadas de sábado á maneira numa noite maneira com kilapis nos bolsos.
O silêncio aqui não reina, aqui reina tranquilidade, e o agente da ordem fazedor da segurança está aqui, está lá e ali até aos confins das fronteiras.
Aiué! Luanda. Quando te conheci no meu bairro Sambizanga, Rangel, Maianga, Samba, Viana, Ingombota, Kilamba-Kiaxi, Cacuaco e Cazenga tivera eu nascido em 1975, e Luanda, registava-se com (399) anos de existência como das mais linda cidade e dos burgos da África ocidental. Hoje, neste Janeiro que também é meu aniversário, Luanda, a cidade que me viu nascer e crescer completa (442) anos e eu (42) anos de vida.
Falando de Luanda é falar dos nos kotas, das nossas gentes que circunda o nosso musseque (o local vital da nossa infância, o nosso subúrbio, ainda a realeza da nossa gente do local urbano onde a vida é sintética cidade de edifícios altos e cinemas que outrora já deu que falar). Luanda lua que anda e de pessoas divertidas, sorridentes como de costumes os africanos são apelidados de gentes acolhedoras.
A cidade de Luanda que no dia 25 de Janeiro, completa 442 temporadas de existência tem no seu historial, uma outra lenda portuguesa, que se embateu para sua conquista, como assim o apelidaram de “Restaurador de Angola” depois de Paulo Dias de Novais, Salvador Correia de Sá que a 12 de Maio de 1648, formou a grande armada, partindo do Rio de Janeiro (Brasil) com1200 mil homens atracou em (Quicombo) com objectivo de construir um Forte e ter acesso a comunicação entre os povos de Massangano, objectivo especifico retirar a ocupação Holandesa dos territórios de Angola (Luanda) então embarcou até acima do Forte do Penedo e avisou aos ocupantes na altura a sua vinda.
Segundo a história a (15 de Agosto de 1648) Salvador Correia de Sá lançou o perigoso e decisivo assalto na conquista da cidade de Luanda, dia este da Assunção de Nossa Senhora, obrigando os holandês abandonarem, sem quase dispararem um tiro, e assim ficou a sua notável vitoria de si uma lembrança tão viva na memoria dos povos que, de ano em ano, uma grande festa de acção de graças se vem celebrando na capital desta província, desde então chamada de São-Paulo da Assunção de Luanda (in antologia portugalidade nós somos todos nós, p108-112).
Oh Luanda! Perdoa-me por seres a mãe que me viu nascer e crescer por aqui, onde todos andam, amam Luanda como luandino, até acordam com um conto na boca outrora um canto de duo Canhonto é Lambula, Lambulê, Lambulê, olha Tangerina, Manga, manguinha doce negra doçura chega na mãe dos gingongos dá sorte de nascer denguêlandia e ouvir discolandia á sexta-feira, com Afonso Quintas no Comando da cidade a noite explosão total. O kaluanda pio, o ritmo de uma geração criança, a poeira na rádio também tem forma de quintal, quando solta-se radiante ao domingo de manha o nosso Sebastião Lino, alusão a Luanda chega a mutamba com kambas vamos bazar a marginal com ruças da banda e se o Fançoni ficar o Ruca Van-Dúnen é a solução.
Oh Luanda! Eu te pertenço. Neste passo de sangazuza e de leitor- atentor-autor, por cá escrevi minha Luanda da (Geografia Magica da Kianda) da Brigada Jovem de Literatura de Luanda (Angola) e o sabor condimentado numa kibeba da mamã Kuiba, saité a disbundar na flor da pele onde o artista e o pescador formam uma criação livre no mar navegado e namorado.
Ainda minha Luanda és o encanto da rebita da ilha, tais como o kabocomeu do Sambizanga, do União 54 do Golfe, do União Mundo da Ilha, do Progresso do Sambizanga, dos Jovens do Prenda artífices do Semba da terra, pra não falar do Bonga Kuenda no tempo do pioneiro Zeca do Marçal, do Petro de Luanda, do Benfica de Luanda no soar do apito na Catedral da Cidadela onde a bola rola Angola.
-isto tudo são mambos da banda madíê!
Já na ressaca do seu aniversário minha Luanda querida e eterna mãe escrevo-te minha cidade da quianda. O telemóvel tocou! Parei, pensei, quem será a pessoa deste artigo sobre Luanda, senão os naturais e amigos de província de Luanda. Afinal o mercado Roque Santeiro eram um padroeiro por essas bandas albergando todo um aparato informal por Luanda a céu aberto, todo mundo vendia, ganhava e detinha de tudo um pouco que gostasse (eram na altura a maior empresa da Angola) vem connosco filho e irmãos desta urbe Luanda rezemos por ela a mãe Quianda a nossa deusa lírica de encanto comum que é a nossa casa comum ou a nossa causa comum entre aparição e aproximação ela é a nossa “Nguimbi”.

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