Para Batsikama, tokoismo é filosofia da libertação

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O historiador Patrício Batsikama defendeu no passado dia 6 de Dezembro, na União dos Escritores Angolanos (UEA) que o profeta Simão Gonçalves Toco seja reconhecido como nacionalista, em função do seu contributo para o alcance da independência de Angola.

Profeta, Simão Gonçalves Toco, pai do tocoísmo Fotografia: INSJCM

O historiador Patrício Batsikama defendeu no passado dia 6 de Dezembro, na União dos Escritores Angolanos (UEA) que o profeta Simão Gonçalves Toco seja reconhecido como nacionalista, em função do seu contributo para o alcance da independência de Angola.
Ao falar durante a maka à quarta-feira, na União dos Escritores Angolanos, informou que antes do surgimento dos três movimentos de libertação nacional (MPLA, FNLA e UNITA), o profeta Simão Toco já velava pela emancipação ontológica do indivíduo e da sociedade.
Autor da obra “Tokoismo, filosofia da libertação”, que narra o percurso histórico de Simão Toco, o historiador sugere que esse livro possa ser usado a partir do ensino primário, como forma de transmitir os vários pontos de vista deste líder para o alcance da independência nacional.
O livro é produto de trabalho de investigação e faz uma abordagem crítica sobre a História do Tokoismo. Trata-se de uma obra de cariz filosófico assente no Tokoísmo e no pensamento do seu fundador, o profeta ético Simão Gonçalves Toko. A visão filosófica do Tokoismo consiste na “Dialéctica das verdades contrárias”. Associa-se a posição de Simão Toko com a “Teoria da Complexidade” de Edgar Morim, a “Filosofia da Libertação” em Simone Weil e Enrique Dussell, refere o autor.
O historiador e filósofo Patrício Batsîkama faz uma revisão crítica sobre a História do Tokoismo, reconstrói alguns conceitos teológicos/filosóficos e classifica o pensamento de Simão Toko como a “higiene ontológica” que determina o comportamento do ser humano.
O livro de 370 páginas está dividido em duas partes. A primeira intitula-se “Para uma Teologia Tokoista”, com cinco capítulos. A segunda parte intitula-se “Filosofia da Libertação” com quatro capítulos.
Para o professor Pierre Diasson, que escreveu a nota de apresentação, “Patrício Batsîkama lança o desafio aos fiéis tokoístas para saírem dos bunkers cognoscitivos para um debate urbano aberto”.
“Na religião, Simão Toko é uma figura histórica e heróica incontestável, que sempre trabalhou em busca de paz e concórdia dos angolanos e do desenvolvimento destes”, defende Batsikama.
Em 2018, o autor promete publicar o livro intitulado “Simão Toko e o Tokoismo”, com 375 páginas. Este livro já existe, pois o historiador concluiu em 2008, mas só vai ser lançado por ocasião dos festejos dos 100 anos de aniversário natalício do profeta e nacionalista Simão Toko. “Não se trata de uma biografia, mas um ensaio para perceber o Tocoismo como filosofia e diferenciá-lo da religião”, garantiu o historiador.
Patrício Batsîkama é licenciado e mestre em História, Doutorado em Antropologia com Pós-Doutoramento em História e Ciências Políticas. É autor de vários artigos e livros, contando com uma dezena de conferências internacionais.

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