Tributos para uma história do Caminho de Ferro de Benguela

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Independentemente do tempo em que se vive e do espaço que se habita, a História foi e continuará a ser conhecimento e identidade. E mesmo em momentos de grande instabilidade e mudanças aceleradas, a História será sempre referência para uns e inspiração para outros.

Independentemente do tempo em que se vive e do espaço que se habita, a História foi e continuará a ser conhecimento e identidade. E mesmo em momentos de grande instabilidade e mudanças aceleradas, a História será sempre referência para uns e inspiração para outros. A língua portuguesa, por outro lado, constitui um vínculo histórico para os povos dos países que integram a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e é um meio privilegiado para difundir valores culturais numa perspectiva aberta e universalista. É, pois, com estas duas perspectivas — histórica e linguística — que nos propomos apresentar Tributos para uma História do Caminho de Ferro de Benguela (Angola), um livro de não ficção, que pretende contribuir para o conhecimento do antigamente e para um melhor entendimento do agora.
Na primeira parte, numa perspectiva de contextualização histórica, mencionaremos não só a Política Europeia, na viragem do Século XIX para o Século XX, nomeadamente as rivalidades e interesses dos países mais industrializados e de Portugal, assim como também a importância da Conferência de Berlim na partilha de África.
Na segunda parte, recuperando fontes menos conhecidas, referiremos de modo breve a política portuguesa de desenvolvimento de transportes ferroviários no território de Angola e centrar-nos-emos nos antecedentes políticos inerentes ao acordo para a construção do Caminho de Ferro de Benguela. Passaremos, depois, pelas dificuldades e etapas da sua construção, mencionando, também, o acto da inauguração propriamente dito. Aludiremos, ainda, a alguns aspectos do modusvivendi da Companhia, finalizando com a reabilitação daquela linha férrea, de modo a que a sua reabertura pudesse ter ocorrido no presente Século.
Sempre que se revelar necessário, este texto será acompanhado por notas de rodapé, de modo a ancorar os factos históricos que irão sendo referenciados no decorrer da narrativa, e por imagens, que podem potenciar uma multiplicação de olhares e de leituras.

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