Daqui partimos, Aqui chegamos!

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Poesia de Agostinho Neto, Ondjaki, José Craveirinha, Senghor e outros.

Daqui partimos, Aqui chegamos!
Aime Césaire Fotografia: Arquivo

Quinta-feira, 2 de Junho, o colectivo Índigo Azul foi à Casa Mocambo, em Lisboa, apresentar mais um “Daqui partimos, Aqui chegamos”.
A necessidade do encontro e a vontade de partilha levaram um grupo de actores e músicos lusófonos a embarcar no projecto “Daqui partimos, aqui chegamos”, numa alusão à celebração dos últimos 60 anos de convívio linguístico-cultural. A ideia centra-se na recolha de poemas de autores lusófonos, com grande incidência nos poetas do pré e pós colonial, revisitando a época dos grandes sentimentos ideológico-revolucionários, mas também os poetas da geração “Z", desprovidos de barreiras ideológicas ou fronteiriças. “Daqui partimos, aqui chegamos” aproxima assim um colectivo de diferentes gerações de poetas e públicos.
“Daqui partimos, aqui chegamos” são encontros nómadas, que têm lugar em escolas, bares, bibliotecas ou galerias, ou qualquer outro espaço público ou privado onde haja quem queira viajar com as palavras dos poetas, partilhando as diversas sonoridades de uma mesma língua. O espectáculo é uma junção de palavras e sons, música, criando um ambiente íntimo, mas nada formal, permitindo aos presentes interagir totalmente e deixar-se envolver. Tudo para que todos possam, graças à poesia, daqui partir e aqui chegar.

POEMAS

Nesta sessão ganharam voz:
“Heras Cintilantes”, de Ondjaki; “Karingana ua Karingana”, de José Craveirinha; “Estou só”, de L.S. Senghor; “A tua mão, poeta”, de Agostinho Neto; “Quero ser tambor”, de J. Craveirinha; “Ode à Guiné”, de Aimé Césaire; “Mulher Negra”, de L.S. Senghor; “Devia olhar o rei”, de Ana Paula Tavares, “Rosa Negra”, de Amílcar Cabral; “Xigubo”, de J. Craveirinha; “Visita”, de L.S. Senghor; “Roda”, de Aimé Césaire; “Emigrante”, de António Ali; “Homem não chora", de J. Craveirinha; “ Ópio”, de Agostinho Neto; “A?nal … a bala do homem mau”, de J. Craveirinha; “Contratados”, de Agostinho Neto; “Ah! Se pudésseis aqui ver poesia que não há”, de António Jacinto; “Adeus à hora da largada”, de Agostinho Neto; “Mãos”, de Francisco José Tenreiro; “Assim clamava esgotado”, de Agostinho Neto; “Roça”, de Alda Espírito Santo.

... E DECLAMADORES

Cláudia Marina Bezerra Nobre, actriz.
Angolana. Aderiu ao Elinga-Teatro em 1993. Desde então, cresceu com a sua destacada performance aos olhos de José Mena Abrantes com quem trabalhou em obras como: “O Mulato dos Prodígios” encenada por Rogério de Carvalho, “Antígona” de Jean Anouilh, “Casa da Boneca” de Henrik Ibsen, “As Grávidas” de Adriano Marcena e “As Bondosas” de Ueliton Rocon. Além do trabalho como actriz, também exerceu funções de ?gurinista e foi Administradora do Elinga, integrando o seu Corpo Directivo.
Daniel Martinho, actor.
Angolano. Trabalha em teatro, televisão e cinema. Trabalhou com encenadores como: Adolfo Gutkin, Josê Peixoto, Luís Miguel Cintra, Miguel Seabra, Natalia Luiza, Rogério de Carvalho. É actualmente Presidente da GRIOT -Associação Cultural.
Marina Albuquerque, actriz.
Nasceu em Lisboa, a 07/11/1968. Curso de Formação de Actores do conservatório em 1990. Desenvolveu a sua actividade em teatro, onde trabalhou com vários encenadores: Inês Câmara Pestana, José Wallenstein, Fernanda Lapa, António Pires, Luís Miguel Cintra, Almeno Gonçalves, Ana Tamen, Cláudio Hochman entre outros. Encenou em parceria com a galeria ZDB: “O escurial” de Michel Ghelderode, “Selvagem/Amor” de Sam Shepard e os “Anjos de Bernardo” a partir de Bernardo Santareno. Na Televisão participou em várias novelas, séries e sitcoms onde se destacam “Mundou meu”, “Ana e os sete”, Malucos do riso”, “Chiquititas”, “SOS Crianças”, “Zapping”, “O Jogo”, “A lenda da garça”, “Débora”, “Ballet rose”, “Deixa que te leve”, “Morangos com açúcar”. No cinema trabalhou com Inês Oliveira, Leão Lopes, Jeanne Waltz, Raul Ruiz, Rita Nunes, Manuel Mozos, Tiago Guedes, Teresa Prata entre outros.
Mick Trovoada, músico / percussionista / compositor.
Colabora com artistas do panorama musical lusófono e do mundo como: Waldemar Bastos, Bonga, Filipe Mukenga, Sara Tavares, Dany Silva, Lura, Ildo Lobo, Toquinho, Zelia Duncan, Orquestra Sons da Lusofonia, Guto Pires, André Cabaco, Sadao Watanabe, Hiro Tsunuda, Mickey T., Chullage e Raúl Indipwo …Paralelamente desenvolve o?cinas de arte em escolas, associações e centros culturais. Encontra-se em pre-produção do seu trabalho em nome próprio
Miguel Sermão, actor.
Nasceu em Luanda. Frequentou os cursos de Fotogra?a, Ciências da Comunicação, Escrita Criativa e Animação Social. Estudou teatro na Comuna, há 23 anos. Trabalhou com vários encenadores entre os quais: João Mota, João Garcia Miguel, Álvaro Correia, Alfredo Brissos, Miguel Seabra, Feruccio Soleri e Rogério de Carvalho. No cinema trabalhou com Luis Galvão Teles, Jorge António, Fabricio Costa e Pedro Sena Nunes. Na televisão trabalhou com vários realizadores como: Sergio Graciano, Francisco Antunes, Manuel Pureza … É formador na área de expressão dramática para infância e juventude, é dialogue coach, encenador e director de actores.
Orlando Sérgio, actor .
Trabalha em teatro, televisão e cinema. Em teatro fez vários personagens, tendo destacado-se pela sua interpretação em “Otelo” de William Shakespeare. Na televisão o destaque é para a sua participação na popular série “Conversas no Quintal” da TV angolana. No cinema trabalhou entre outros, com os seguintes realizadores: Joaquim Sapinho, Zezé Gamboa, Gabriel Abrantes e Ivo ferreira. Actualmente faz parte do elenco adicional da novela da SIC “Rainha das Flores”.
Paulo Pascoal, actor.
Angolano, mas nasceu em Lisboa, a 08/07/1982. Descobriu a paixão pelo teatro musical durante a sua adolescência em Espanha quando interpretou “Judas” de Agustin Otazo a partir da obra “Jesus Cristo Superstar”. Aos 17 anos, imigrou para Nova Iorque, onde estudou Artes Cênicas na The Juilliard School of Dance, Drama and Music. Actualmente integra o elenco principal da novela “Coração d’Ouro” da SIC, já tendo feito parte de outros projectos de ?cção para a televisão como: “Windeck”, “Voo Directo” e “Depois do Adeus”. Trabalha como consultor cultural para a Fox International Channels no programa “A Sentada” e é o Fundador da Peaceful Nation, associação de promoção a diversidade de gênero e defesa dos direitos LGBTI.

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