Humbi-humbi: o canto poético na partilha dos destinos

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A respeito de quatro poetas do Sul de Angola

Humbi-humbi

Humbiumbi Yange Yele_La Tuende
Kakele Katchimamba Osala Posi
Humbiumbi Yange Yele La Tuende
Kakele Katchimamba Osala Posi
Makuenle Vayelela Yele_La Tuende
Kakele Katchimamba Osala Posi
Makuenle Vayelela Yele_La Tuende
Kakele Katchimamba Osala Posi

(Música folclórica de Angola, adaptação de Felipe Mukenga)

Hoje, para ser mais preciso, parece-me pertinente trazermos o nome de humbi-humbi, enquanto pássaro da tradição angolana que anuncia o nascer do sol, as boas sementeiras e voa alto, cada vez mais alto, convidando outros pássaros para voarem com ele, para que juntos possam ter uma visão mais ampla do universo.

A canção humbi-himbi, do cancioneiro do centro e sul de Angola, cuja letra foi retemperada e revestida de outra roupagem e compasso pelo músico e compositor Filipe Mukenga, ganhou asas e soltou voo à sua internacionalização.

Hoje falar de humbi-humbi é falar de um música que circula pelos quatro cantos do mundo. Para percebermos e enquadrarmos a matriz que nos guia neste tema, como símbolo de representação do canto poético na partilha dos destinos como referência a quatro jovens poetas do Sul de Angola, eis então o humbi-humbi a convidar-vos a voarem com ele em busca de uma visão.

Herdeiros e sacerdotes de doutrinas da boa poética da geração de 80 e 90, David Gabriel Pequeno, Chia KMK, Ana Pedro Ndemupuomata e José António Cebola fazem parte dos muitos artesãos do labor poético do sul de Angola que já anunciaram o nascer do sol com brotar de boas sementes. Embora não se lhes tenha chegado oportunidades de voar mais alto, ainda assim carregam o alimento poético.

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