Lusofonia: A minha mãe vai cozinhar-nos, kambas

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Ainda sobre a omissão da preposição «para» entre o verbo «cozinhar» e a pessoa que vai consumir a refeição, temos de registar aqui o que ocorreu na casa de alguém, que convidou os seus amigos para jantar a sua casa.

Lusofonia: A minha mãe vai cozinhar-nos, kambas
Lusofonia: A minha mãe vai cozinhar-nos, kambas

Os amigos de André B. F. evitarão ir jantar a sua casa. Vamos a ver porquê: ele cometeu um erro quando os convidou para jantar: "A minha mãe vai cozinhar-nos, kambas." E nós temos de aguentar o impulso de perguntar: a sério, e (ela) comê-los-á a todos? Pode-se cozinhar muita coisa, mas a verdade é que é um bocado estranho cozinhar os filhos e os amigos dos filhos!
O que André B. F. realmente queria dizer era «A minha mãe vai cozinhar para nós, kambas.». Por isso, use sempre a preposição «para» entre o verbo «cozinhar» e a pessoa que vai consumir a refeição. O que aparecer depois de «cozinhar» (sem a preposição) é aquilo que se vai cozinhar e depois comer (como o jantar, um bife, mas geralmente não uma pessoa). Por isso, parece-nos muito bem que André B. F. convide os seus amigos para casa da sua mãe, mas não lhes diga que os vai cozinhar a eles!
Veja lá o que faz com os filhos das outras, Sr. André B. F.!

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