Manuel Rui produz mel e poesia com " duas abelhas amigas de um girassol"

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Lançamento da obra.

Manuel Rui produz mel e poesia com
Manuel Rui Fotografia: Paulino Damião

O lançamento, no passado dia 21 de Janeiro, da mais recente obra de poesia infanto-juvenil, “DUAS ABELHAS AMIGAS DE UM GIRASSOL”, foi mais uma grandiosa manifestação da simbiose espiritual que existe neste nosso mundo entre a alma de Manuel Rui e a alma das crianças.
Com efeito, o CAMÕES/CENTRO CULTURAL PORTUGUÊS testemunhou, na noite do lançamento da obra, essa natural empatia, com a participação de dezenas de crianças que deram voz e emoção à poesia escrita no livro e exibida em vídeo.
Ao criar esta nova obra, Manuel Rui produziu mel e poesia que os leitores irão usufruir com o deleite de quem sorve o labor preciso e rigoroso da abelha, desde o pólen do girassol aos favos da colmeia.

Na nota que o Camões fez chegar à nossa redacção, é dito que “a obra DUAS ABELHAS AMIGA DE UM GIRASSOL, produzida pela Mayamba Editora, com ilustrações de Rosa Cubilo, canta a natureza e o amor, através de uma história da labuta diária de duas abelhas, que sugam o néctar do girassol, num diálogo com dois meninos que passam e temem a ferroada.
Com a conhecida e apurada mestria e sensibilidade poética, Manuel Rui transporta-nos para um mundo de magia, onde não falta a figura do vilão - um “homem com cara de malvado”.

“Bom-dia girassol como é que vai o nosso amigo
Bom-dia meninas abelhas não nos ferrem por favor!
Ó meninos não há perigo
Só ferramos a quem ataca e não gosta do amor”

“É bom ser girassol sem perigo
Mas dava tudo para voar
E não ficar de castigo
Nem sequer poder andar
A ver se morro de velho e sem nenhum inimigo
Com sementes para dar
Caindo no chão de abrigo
E lindos girassóis a rebentar”

“abelhas@mel.mel é o nosso particular
E como vocês percebem?
Com nossas antenas radar.
Agora vocês percebem
Como vão comunicar.”

SOBRE O AUTOR

MANUEL RUI (Manuel Rui Alves Monteiro) nasceu no Huambo, no Planalto Central, em 1941.
Licenciou-se em Direito na Universidade de Coimbra, em Portugal, onde exerceu advocacia, foi membro fundador do Centro de Estúdios Jurídicos, redactor da Revista Vértice, co-autor do suplemento Sintoma e sócio fundador da editora Centelha.
Figura incontornável das artes e letras angolanas, ao longo da sua vida manteve, sempre, uma estreita colaboração com diversos jornais e revistas de renome, desde os tempos de Coimbra, no triângulo da Língua Portuguesa entre Angola (Jornal de Angola e Diário Luanda, entre outros), Portugal (Público e Jornal de Letras) e Brasil (Terceiro mundo). Foi fundador das edições Mar Além, onde foi editada a Revista de Cultura e Literatura dos Países de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e fundador e subscritor da proclamação da União dos Escritores Angolanos (UEA), bem como da União dos Artistas e Compositores Angolanos e da Sociedade de Autores Angolanos.
Manuel Rui, ensaísta, cronista, dramaturgo e poeta, é também autor do Hino Nacional de Angola e de canções de parceiros como Rui Mingas, André Mingas, Paulo de Carvalho e Carlos do Carmo (Portugal) e Martinho da Vila e Cláudio Jorge (Brasil).
A sua magnifica vertente literária inclui uma vasta obra de textos de poesia e de ficção publicados desde 1967 até à presente data.
É autor da primeira obra de poesia e de ficção publicados em Angola após a independência. Foi galardoado com o Prémio Caminho das Estrelas em 1980, pela obra emblemática “Quem me Dera Ser Onda”, já adaptada ao teatro em vários países, designadamente em Angola, Portugal, Moçambique e Cabo Verde.
As suas obras estão traduzidas em umbundu, alemão, espanhol, hebraico, finlandês, italiano, servo-croata, sueco e russo.

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