O sentido comunitário do livro

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23 de Abril, Dia Mundial do Livro

Dia Mundial do Livro e do Direito do Autor têm sido realizados, desde 1996, com o objetivo de promover a leitura, a edição e a proteção da propriedade intelectual. É comemorado no dia 23 de Abril, uma data simbólica para a literatura, uma vez que coincide com as mortes no mesmo dia, em 1616, de Miguel de Cervantes, William Shakespeare e Inca Garcilaso de la Vega. Atualmente também marca o aniversário do nascimento ou da morte dos destacados escritores Vladimir Nabokov, Halldór Laxness, Maurice Druon, Josep Pla e Manuel Mejía Vallejo.

Esta jornada inspira-nos a uma reflexão sobre questões relacionadas com os livros, vistos concomitantemente como indústria, arte e ferramenta fundamental para a garantia da educação para todos os angolanos.

A UNESCO considera que, tendo em mente a recente celebração dos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, devemos destacar que os livros para nada servem se não assegurarmos sua livre circulação.

Segundo Ivan Ferretti Machado, escritor e educador brasileiro, "o sentido comunitário do livro deve ser visto como prioritário, principalmente na educação das crianças. Janela para a diversidade cultural e ponte entre as civilizações, além do tempo e do espaço, o livro é, ao mesmo tempo, fonte de diálogo, instrumento de intercâmbio e semente de desenvolvimento."

A UNESCO inseriu este dia no contexto da Década das Nações Unidas para a Alfabetização (2003/2012), cujo tema "Alfabetização é Liberdade" destaca o efeito emancipatório dos livros.

Se considerarmos o livro como principal meio para ensinar homens, mulheres e grupos sociais marginalizados a ler e a escrever num mundo onde um entre cada cinco adultos são analfabetos, e sendo um facto que nenhum Estado, sozinho, pode dar a literacia a todo um povo, poderiam ser convidadas associações da sociedade civil a apoiar a alfabetização das mulheres. Porquê a mulher? Porque uma mulher alfabetizada representa uma mãe consciente dos cuidados de saúde, nutrição e educação dos filhos. Este é, portanto, um investimento direto no progresso do país.

Erevan Capital Mundial do Livro

A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) elegeu a cidade de Erevan, capital e maior cidade da Armênia, como a Capital Mundial do Livro de 2012. A escolha faz parte dos esforços contínuos da agência em promover livros e o hábito da leitura. Erevan foi escolhida devido à qualidade e variedade do programa que apresentou ao comitê de selecção, e que contempla temas diversos como liberdade de expressão e atividades para crianças.

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