Trienal UAN Humanidades O desenvolvimento de Angola num Mundo Multicultural e Globalizado

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Sob o tema central "As Humanidades e o Desenvolvimento de Angola num Mundo Multicultural e Globalizado", decorreu em Luanda, de 11 a 18 de Abril, o I congresso da Trienal das Humanidades organizado pela Universidade Agostinho Neto (UAN), com o concurso das faculdades de Ciências Sociais, Direito, Economia e Letras, bem como das várias unidades de investigação.

Humanidades e o Desenvolvimento de Angola num Mundo Multicultural e Globalizado

Aberto à participação de académicos e de investigadores nacionais e estrangeiros, de estudantes e de representantes dos mais variados sectores da sociedade civil, interessados em reflectir e debater sobre o papel das humanidades no desenvolvimento de Angola num mundo multicultural, globalizado e, cada vez mais, interdependente, o I Congresso das Humanidaes da UAN contou com duas conferências plenárias e os seguintes painéis temáticos: HUMANIDADES, GLOBALIZAÇÃO E DESENVOLVIMENTO & HUMANIDADES, DESENVOLVIMENTO, TRANSFORMAÇÃO E JUSTIÇA SOCIAL.
O evento foi aberto dia 11 de Abril, pelo Ministro do Ensino Superior, Adão do Nascimento, no Centro de Convenções de Talatona e encerrou dia 17, com uma palestra-jantar proferida pelo Secretário de Estado da Cultura, Cornélio Caley.
No dia 14, na Faculdade de Ciências Sociais, o congresso abriu com o Painel Temático nº I, “CIENCIAS SOCIAIS E POLÍTICAS DE DESENVOLVIMENTO”, cuja conferência inaugural foi proferida pelo Professor Doutor Augusto Santos Silva, da Universidade do Porto, sob o tema “O contributo das Ciências Sociais para o Desenvolvimento”.
“Precisamos de todas as ciências para ajudar os governos nacionais e provinciais a desenvolverem políticas públicas e estratégias macroeconómicas para o progresso de qualquer país”, enfatizou Augusto Silva.

Acontecimento ímpar
O evento foi um acontecimento ímpar em Angola que envolveu a sociedade civil na reflexão em torno dos contributos das humanidades para a análise dos problemas e desafios da sociedade angolana, bem como possibilitou a geminação entre instituições académicas e culturais nacionais e estrangeiras.
O I congresso das Humanidades em Angola serviu igualmente para identificar e analisar relações entre as humanidades e o desenvolvimento de Angola, contribuiu para uma maior visibilidade e reconhecimento do trabalho desenvolvido por docentes e investigadores no campo das Ciências Sociais e Humanas, e analisou o modo de desenvolvimento das humanidades na sua ligação com as mais variadas manifestações culturais (arte, literatura, música, etc.).
Temas como "Humanidades, Globalização, Diversidade e Desenvolvimento", "Dimensões dos Processos de Globalização: consequências, oportunidades, ameaças e desafios para a sociedade angolana",  "Diversidade, mudança, cidadania, participação e desenvolvimento" , "Direito, poder local e desenvolvimento num mundo global e interdependente", bem como a  "Economia global, desafios locais, empreendedorismo e desenvolvimento sustentável" dominaram os debates do Primeiro Congresso das Humanidades.
As conferências plenárias decorreram no Campus Universitário do Camama enquanto que os painéis temáticos foram realizados nas respectivas Unidades Orgânicas.
O programa do Congresso incluiu ainda a projecção de filmes, espectáculos teatrais, musicais e de dança, uma feira internacional do livro (centrada nas áreas do conhecimento das quatro faculdades que trabalham na realização do Congresso), com vários lançamentos de livros, tertúlias literárias e poéticas, bem como uma exposição de arte que privilegiou a mostra de artistas angolanos. A preparação destas actividades contou com diversas organizações da sociedade civil, como a União de Escritores Angolanos, a União Nacional de Artistas Plásticos e a União Nacional de Artistas e Compositores.

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