UEA: Prelúdio de mais um salto de modernidade

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Tomada de posse dos novos corpos gerentes da UEA

UEA: Prelúdio de mais um salto de modernidade
Novos membros da Comissão Directiva com o presidente da Assembleia geral Fotografia: Paulino Damião

“A posse que acaba de nos ser conferida além de constituir uma necessidade formal, tem para nós o dom de apagar as linhas divisórias entre as Listas A e B, instrumentos de que nos servimos no âmbito da democracia, para a cada três anos fazermos as nossas escolhas dos programas e das pessoas que nos são circunstancialmente convenientes para dirigirem os destinos da União dos Escritores Angolanos.” Com estas palavras conciliadoras, o novo presidente da Assembleia da União dos Escritores Angolanos (UEA), Roderick Nehone, iniciava o seu discurso à frente dos destinos da Casa das Letras de Angola, após a vitória da Lista A, conseguida no pleito eleitoral do dia 16 de Abril.
A candidata a presidente da Mesa da Assembleia Geral pela lista B, a escritora Maria Eugénia Neto, fez-se presente na primeira fila, a demonstrar a sua integridade e a sua nobreza de carácter, pois que “em disputas eleitorais, quem ganha, não ganha tudo, e quem perde, não perde tudo”, máxima proferida pelo presidente da Comissão Eleitoral, Victor Kajibanga.
O ritual de tomada de posse dos novos corpos gerentes da UEA teve lugar no passado dia 21, na sua sede, e contou com a presença de escritores e convidados, dentre os quais se destacaram o ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, e representantes dos ministros da Administração do Território e do Ensino Superior. O escritor Mateus Volódia ,vice-presidente da Comissão Eleitoral, leu a Acta, tendo dito que compareceram ao pleito 59 membros, dos quais 22 estavam na posse de procurações, o que perfez um total de 81 votos. O escrutínio apurou os seguintes resultados:
Lista A – Roderick Nehone (presidente da Assembleia) e Carmo Neto (secretário-geral): 49 votos
Lista B – Maria Eugénia Neto (presidente da Assembleia) e Cristóvão Neto (secretário-geral): 32 votos.
Adriano Botelho de Vasconcelos, Presidente cessante, conferiu posse aos órgãos sociais da UEA, com o desejo expresso de que a recém-eleita comissão directiva seja capaz de unir ainda mais os associados e que os seus valores corporativos tenham como essência o escritor, o seu espólio espiritual e de produção de imaginários. Vasconcelos augurou a nova era iniciada no dia 21 de Abril, como o “prelúdio de mais um salto de modernidade”.
Uma síntese do programa da nova direcção eleita que se extrai do discurso de Roderick Nehone compreende:
1. A adequação pragmática da UEA aos desafios que o país enfrenta nos domínios da criação literária, da edição do livro, da aprendizagem da escrita criativa, da promoção da literatura e dos escritores angolanos dentro e fora de Angola, do aperfeiçoamento da leitura e da formulação coerente do pensamento;
2. Estimular a juventude a ler tanto quanto gosta de dançar;
3. Criar instrumentos que melhor organizem e modernizem a instituição, ampliem o acesso dos cidadãos à Literatura Angolana e Universal;
4. A actualização dos Estatutos da União dos Escritores Angolanos e a regulamentação dos diversos aspectos da organização e funcionamento da instituição;
5. Continuar a prestar uma atenção especial ao apoio social que a União tem dado no domínio da saúde aos confrades que o têm solicitado.

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