Último volume da História Geral de África: Simão Souindoula em Ouagadougou

Envie este artigo por email

Johnny Kapela International Networking Bantulink

Último volume da História Geral de África: Simão Souindoula em Ouagadougou
Simão Souindoula, historiador

Simão Souindoula, historiador e perito da Organização das Nações Unidas pela Educação, Ciência e Cultura deixou Luanda para a capital do Burkina Faso, via Casablanca, onde participou, de 24 a 26 do corrente mês, no Colóquio Internacional subordinado ao tema “O papel das fontes orais na redacção da História geral da África – HGA”.
Organizado pelo Centro de Estudos Linguísticos e Históricos da Tradição Oral – CELHTO – estrutura especializada da União Africana, o encontro no País dos Homens Íntegros insistiu, como nos oito volumes anteriores, nas ciências auxiliares da História, tais como a linguística, as artes, as ciências da natureza e, naturalmente, os recitais memoriais.
A conferência fez o balanço da tomada em conta de todas as vertentes do património oral: genealogias, epopeias, cronologia paralela nas monumentais obras precedentes e apreciou as condições de tratamento dos nsimi no volume IX, na evolução da diáspora africana na Europa, no além-Atlântico, Américas, Caraíbas e na Ásia.
Tendo a contribuição universal de Afrikiya como foco deste término historiográfico, realizaram-se importantes levantamentos do ponto de vista da cultura material e intangível, em domínios tais como nas escolhas antroponímicas, nas referencias topográficos, nos crioulos, na transferência e nos empréstimos às línguas romanas, nos ordenamentos culinários, na inteligência agrícola, de caca e pesca, nos saberes terapêuticos e na expressão religiosa.
Este continuum civilizacional imaterial será provado, essencialmente, a partir dos quilombos ou dos palenques.

NEGRITUM
De recordar que a UNESCO lançou o projecto da HGA em 1964 a fim de paliar as insuficiências sobre o passado do continente, reconstruir uma história de África libertada de preconceitos raciais resultantes do tráfico negreiro e da colonização, historiografia baseada numa firme visão resolutamente endógena.
Os volumes publicados estabeleceram, nitidamente, a anterioridade das civilizações africanas, destacando a contribuição dos povos da negritum para o progresso geral da humanidade.
Produção das mais importantes da UNESCO sobre África, a HGA reparte-se em oito volumes já editados, esclarecendo hipóteses pré-históricas e proto-históricas, a evolução sequenciada entre o século VII e o XVIII, do século XIX até os anos 1880, o aperto colonial ate 1935 e a fase contemporânea.

Comentários

Newsletter


Colabore com o Jornal Cultura - Envie-nos os artigos da sua autoria.

Colaboradores Ver todos