Wole Soyinka a marcha dos Orixás

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O escritor nigeriano Wole Soyinka, Prémio Nobel de 1982, foi o grande homenageado da Iª Bienal do Livro e da Leitura de Brasília.

Wole Soyinka a marcha dos Orixás

Na sua intervenção, na palestra inaugural do evento, Soyinka falou da marcha dos Orixás, da África para o Brasil, como uma “catequização” involuntária, ocorrida pela influência dos africanos levados como escravos ao Brasil. Segundo Soyinka, foi uma marcha triunfante, que conseguiu resistir à ação demissionários, e pacífica, pois não houve conquista forçada.

Dias depois, o escritor, no espírito das suas afirmações, visitou a Praça dos Orixás, na Prainha de Brasília, acompanhado por autoridades do pelouro da Cultura do Distrito de Brasília e representantes do movimento negro e da comunidade afro-religiosa local.

O ato estabeleceu uma identificação entre o espaço, conhecido pela resistência religiosa na cidade e a trajetória de vida do Prémio Nobel. O evento contou com a apresentação dos Orixás e distribuição de acarajés. Soyinka, satisfeito com a manifestação, revelou que, apesar de não ser religioso praticante, reconhece-se como filho de Ogum, um dos orixás do candomblé.

A Bienal Brasil do Livro e da Leitura contou com uma intensa programação cultural. Recebeu a visita de cerca de 500 mil visitantes, entre crianças, jovens e adultos. Nela foram lançados 200 livros, exibidos 20 filmes, realizados 10 seminários, três exposições de artes visuais, 17 espetáculos musicais, 20 apresentações teatrais, 20 sessões de narração de estórias, além de vários recitais e palestras. O evento já é tido como o maior acontecimento cultural na capital brasileira em 2012.

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