X Feira Internacional do Livro e do Disco espaço seguro do livro em Angola

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A Jovelina Imperial, inaugurou a feira com um discurso envolvente.

X Feira Internacional do Livro e do Disco espaço seguro do livro em Angola
Jovelina imperial (no centro), acompanhada por Gabriel Cabuço (à esquerda) e o promotor Jomo Fortunato (à direita) Fotografia: Jornal Cultura

A X edição da Feira Internacional do Livro e do Disco, sob o signo "Criar Novos Factos Culturais", slogan da autoria de José Eduardo dos Santos, abriu as portas ao público, de 22 a 28 de Agosto, preenchendo o recinto do Centro de Formação de Jornalistas (CEFOJOR) com mesas onde se podiam encontrar títulos soberbos da literatura mundial, de Hemingway, Cervantes a Luandino Vieira. Num claro voto de confiança à importância dos escritores na sociedade, a vice-governadora de Luanda, Jovelina Imperial, inaugurou a feira com um discurso envolvente, do qual repassamos o seguinte:“A leitura na vida das pessoas é muito importante porque permite que o individuo viaja pelo caminho da imaginação e proporcione novas maneiras de ver o mundo, já que a cada livro que lemos expandimos os horizontes. A construção de ideias passa pela leitura, pois é através dela que mudam os paradigmas em relação à cultura, religião e outros”, acrescentando depois que iniciativas afins servirão, pelo cânone literário que pretende fornecer, para fomentar o exercício da crítica literária e elevar as qualidades da oratória e da música, bem como a defesa da classe livreira.
E estendendo aos desafios de aumentar a rede de bibliotecas públicas, reduzir significativamente o preço do livro, e incentivar o sector editorial angolano, que já teve um passado glorioso, depois da independência, como enfatizou Gabriel Cabuço, director do Instituto Nacional das Industrias Culturais, a leitura pode servir como ferramenta para a reduçãodos índices de delinquência juvenil.

Literatura de auto-ajuda

Das várias razões da força no mercado livreiro dos títulos da literatura de auto-ajuda, neste caso concreto na X Feira Internacional do Livro e do Disco, Carlos Francisco, que nesta edição põe à disponibilidade do público a sua obra “Sucesso Empresarial Vs Fracasso Familiar”, aponta a procura de um casamento sólido como a que mais interessa aos compradores desta literatura. Na lusofonia, é imperioso focar o Brasil como o mercado de maior sucesso, fazendo eco em Angola, elevando à escala de conhecimento geral títulos como “Casamento Blindado”, e nomes como Augusto Cury, certamente o autor de auto-ajuda que mais vende em Angola.
Francisco enumera que ainda são muito poucos os autores desta vertente literária, mas vê como promissor o mercado, um pouco porque as redes sociais e a televisão têm sido grandes suportes no enfoque a livros de estimulação psicológica. E se os problemas não têm uma ligação directa, esta literatura os transporta. Como os autores encontram arquétipos e géneros para se agarrarem ao construírem ideias que ajudam as pessoas a resolverem problemas pessoas, Francisco conta a sua experiência: “Eu li o livro ‘Casamento Blindado’ e ‘Pai Rico e Pai Pobre’, e destes livros peguei subsídios para organizar o meu, como também foram os grandes incentivos para que eu me afirmasse como escritor de auto-ajuda”. Só? Não. Agregou também um inquérito de perguntas e respostas a 25 casais, e claro, como é da praxe nesta literatura, procurou conciliar as soluções com os preceitos bíblicos. “Espero que Angola goste deste meu livro”, almeja o autor, em exposição nesta já tradiconal feira promida pela Arte Viva, de Jomo Fortunato.

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